“Onde está a vida que perdemos vivendo?”

Dia desses fui moer os grãos para passar café.

Mas enquanto moía comecei a rir lembrando de como era o moedor de café quando eu era criança. Porque esse é todo bonito (é do meu irmão, aliás), e o que nós tínhamos em casa era de ferro, meio azul eu acho… E ficava preso na parede. E se hoje é chique tomar café com grãos moídos na hora, quando eu era criança não tinha nada de chique não. Estava incluso nas nossas tarefas diárias quando estava acabando o café moído do pote. E eu achava que durava uma eternidade ficar girando aquela manivela até o braço doer. Então troca de braço pra descansar o direito e continua…rs

Eu acho engraçado quando alguém me escreve sobre o livro “O jovem fazendeiro”, que usamos no Programa Valores e Virtudes, dizendo algo como “E era assim que os nossos avós viviam“. Eu dou risada porque eu vivi muito do que leio naquela história (acho que por isso me identifiquei tanto com ela).

Não sei por que Deus me permitiu isso. Eu nasci em uma cidade populosa, mas ainda era bem pequena quando nos mudamos para o meio do mato (literalmente). Não tinha energia elétrica, não tinha água encanada… Era água de poço mesmo, lampião, querosene… Eu ia com a minha mãe lavar roupa no rio, batendo em uma tábua e depois colocando pra quarar. Para lavar louça era um jirau, que ficava do lado de fora da janela. Na nossa chácara tinha porcos, galinha (e, consequentemente, o irritante bicho de pé, que aliás eu não sei por que cargas d’água botaram esse nome em um doce…) Depois, quando nos mudamos para outro estado, vivi tudo isso de ir buscar leite de manhã no sítio do vizinho, bater manteiga (também até o braço cansar), ajudar minha mãe a fazer pão…

Esses dias quando contava para uma pessoa tudo isso ele perguntou: foi ruim?
É engraçado como quando vivemos no meios dos confortos da cidade achamos que é ruim viver precisando fazer tudo ao invés de comprar pronto. Não, não foi ruim. Minha infância foi maravilhosa! Até hoje acho uma tremenda graça de Deus ter vivido assim até meus 14 anos… Nós não tínhamos dinheiro nem nada, mas eu me sinto como alguém que teve muita vida. Eu aprendi a me apegar às coisas essenciais da vida, aprendi o valor do trabalho, da simplicidade… E nós éramos tão felizes!!

Um dia, no aniversário da minha mãe, meu pai acordou a gente bem cedinho e deu um melão para cada um (ele plantava melão nessa época) e um canetão. Nós desenhamos carinhas nos melões e fomos levar pra minha mãe na cama, de presente. rsrs Já mais velha, com uns 12 anos, eu me lembro de ter juntado minhas moedinhas por muito tempo para comprar um carrinho para dar de presente para o meu irmão mais novo. Como eu namorei aquele carrinho na vitrine! E como fiquei feliz quando finalmente pude comprar!

Nossa geração nos faz achar que as crianças precisam de conforto, de roupas novas, tênis novos, celular, tablet ou videogame para serem felizes. Mas isso é tão mentiroso… Sim, as crianças dizem que querem tudo isso, choram se não têm… Mas é porque elas são crianças. E ao contrário do que muitos pensam, as crianças não sabem o que é melhor pra elas. MESMO!

O que elas precisam na verdade é estar com a família, é trabalhar junto com os pais nas coisas de casa, nos pequenos consertos, no preparo das refeições… É correr com o pé na grama, ralar o joelho, comer fruta tirada do pé, ter muito espaço e nenhum brinquedo, para deixar a imaginação criar as próprias brincadeiras e aventuras. A criança precisa viver.

Acho mesmo que a vida moderna roubou muito da nossa vida. E nós chamamos de conforto, praticidade… Mas é só menos esforço, menos empenho, menos alegria em desfrutar do que trabalhamos para realizar com nossas próprias mãos, menos vida…

É por isso que eu gostei tanto de trabalhar as virtudes com o livro “O jovem fazendeiro”… Porque acho que é uma forma de ajudar nossas crianças a perceber que desde bem pequenos eles podem trabalhar, se esforçar, assumir responsabilidades… Ajudar a perceber quanto uma pessoa se torna mais forte e digna por meio do trabalho que vence a preguiça e nos faz valorizar o que é de fato correto e justo.

Conforto e comodidade em excesso são só isso: conforto e comodidade. Mais nada.

Achamos que é ótimo uma criança questionar o mundo todo sentada no sofá em frente à TV… E esquecemos que questionar não é ser inteligente. Ter conhecimento não é ter sabedoria. Assistir a vida dos outros… Não é viver.

O que fazer nas férias?

O que fazer nas férias? Continuar os estudos? Parar tudo? Manter a rotina?


Algumas pessoas me perguntaram sobre isso e pensei em gravar um vídeo para comentar algumas estratégias para as férias. Ainda não consegui fazer isso, mas quero deixar aqui 5 DICAS SOBRE AS FÉRIAS (e no final uma notícia ótima para quem já está por aqui há algum tempo):

1º – Pensando em crianças que frequentam a escola, o legal é que esse é um período em que a maior parte das crianças estarão de férias, o que torna um tempo muito bom para passeios no parque, noites do pijama, tarde da pipoca e outras atividades diferentes com primos e amigos, e, claro, para desfrutar de preciosos momentos em família!

2º – Quer seja férias da escola ou do homeschool, manter alguma rotina sempre é importante. Eu sei que a tentação é pensar: férias é hora de esquecer tudo, dormir até meio dia, almoçar às 4 da tarde e ir dormir às duas da manhã (sim, muuuita gente entra nesse ritmo). Mas ir para um extremo assim faz com que o retorno depois seja muito mais difícil, além de que a criança fica com a sensação de que férias é sinônimo de vida sem regras, quando na verdade é um descanso do tempo de estudos, não da vida.

3º – Quanto aos estudos em si, eu penso que depende de cada caso. Uma criança que esteja atrasada nos estudos precisa de algum descanso sim, talvez na primeira semana, mas as semanas seguintes são um período ótimo para “correr atrás do prejuízo”. O período de férias é um tempo ótimo para decorar a tabuada toda (que pode até ser algo divertido), treinos de leitura e outras atividades do estilo. Já se a criança está indo super bem nos estudos, nada melhor do que curtir o tempo de férias, talvez mantendo apenas leituras, passeios culturais e outras atividades que a família tem mais oportunidade de fazer nas férias do que no período de aulas.

4º – Existem muitas atividades legais e que contribuem para o desenvolvimento da criança. Os famosos quebra-cabeças, como esse da foto, são excelentes para estimular habilidades como o raciocínio lógico, percepção visual, e planejamento estratégico, entre outros.

5º – A leitura em voz alta continua sendo uma atividade excelente para se desfrutar em família, sendo que nas férias os momentos podem ser mais longos, com mais tempo para as ideias criativas que surgem a partir da história como receitas, trabalhos artísticos e pesquisas sobre lugares e pessoas.

E a notícia?
Pois sim! Preparei um cupom especial para quem já é cliente do Programa Valores e Virtudes (nossos clientes “sapientes”, rs). Enviei hoje por email. Corram lá para aproveitar.

(Se não encontrar o email, dê uma olhadinha na caixa de spam ou de promoções. Qualquer coisa é só me escrever por email que envio novamente – contato@educarcomsapiencia.com). 🙂

Quem quer ganhar uma caixa dessas?

Oi, gente!! Julho chegou, trazendo as benditas férias e por aqui teremos algumas novidades muito boas para vocês!

A primeira delas é o sorteio de uma caixa para estudo das virtudes com:

  • Livro “O mágico de Oz”, edição ilustrada de bolso, capa dura, Editora Zahar
  • 1 Guia de Estudos das Virtudes – Material do professor, já com os recursos extras
  • 1 Material do aluno, com atividades para registro
  • 1 joguinho de flashcards “Cartões das Virtudes”

Já imaginou que emoção receber uma caixa, já com todo o material prontinho, ou dar de presente para alguém?

Pois bem! O sorteio será no dia 10 de julho, próxima quarta-feira.

Para participar basta você se inscrever no nosso novo cadastro aqui do blog:

EU QUERO!

QUER TER MAIS CHANCES DE GANHAR?

Se você já trabalhou com um dos nossos materiais do Programa Valores e Virtudes clique abaixo e deixe seu comentário contando como foi para gerar mais um cupom de participação no sorteio. Pode deixar seu depoimento em cada material que você já usou para ter ainda mais chances. 🙂

Não esqueça de deixar seu nome no comentário para conseguirmos somar ao seu cupom de sorteio, tá?

Material para estudo do livro “O mágico de Oz”

Nível de leitura: linguagem fácil e dinâmica, com capítulos curtos e muitos diálogos
Idade que mais se identifica: crianças a partir de 4 ou cinco anos
Virtudes enfatizadas: Bondade, Criatividade e Fortaleza, com destaque para a importância da família e de ajudar uns aos outros
Ótimo para: trabalhar com as crianças (e em nós mesmos) a importância dos relacionamentos verdadeiros e a coragem para enfrentar os problemas de forma criativa.

O livro “O maravilhoso mágico de Oz”, publicado em português apenas como “O mágico de Oz”, foi escrito por L. Frank Baum e impresso, pela primeira vez, em maio de 1900. Essa primeira edição teve uma impressão de 10.000 cópias, e foram todas vendidas em duas semanas, antes mesmo da publicação oficial do livro, no mês de setembro. A produção do livro foi feita em parceria com W. W. Denslow, que ilustrou toda a obra com imagens ricas em detalhes e que até hoje são usadas em algumas edições.

O livro conta a história da pequena Dorothy, uma menina órfã que vivia em uma fazenda com seus tios, até que um ciclone leva sua casa pelos ares. Dorothy e Totó, seu cachorrinho chegam então à terra de Oz, onde começam sua jornada na companhia do Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão Covarde.

É uma história de narrativa simples que nos cativa enquanto acompanhamos os amigos em suas aventuras e demonstrações de amizade, coragem e criatividade para resolver os problemas.

Esse é nosso primeiro material em edição com uma lição por capítulo, além de recursos extras como versículos bíblicos para cada lição e estudo de vocabulário em cartões.

Já trabalhou com esse material? Conte nos comentários como foi a sua experiência! =)


O mágico de Oz, de L. Frank Baum (Guia de leitura e estudo das virtudes – vinte e duas lições em PDF, 55 páginas – Material do aluno com atividades de registro e estudo do vocabulário e das virtudes – em PDF, 53 páginas – e acesso à plataforma com mais recursos para trabalho com o livro. – R$ 70,00

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Ainda não tem o livro para fazer a leitura com as crianças? Veja aqui o link para compra pela Amazon.com.br:

Material para estudo do livro “O vento nos salgueiros”

Nível de leitura: linguagem mais elaborada, com capítulos longos e mais descritivos (necessita maior expressividade na leitura para os menores)
Idade que mais se identifica: crianças a partir de 6 anos, por conta dos animais personagens da história
Virtudes enfatizadas: Autocontrole e Prudência, além de grande ênfase nas questões de lealdade e amizade verdadeira
Ótimo para: trabalhar com as crianças (e em nós mesmos) a importância de agir de forma prudente e controlar nossas vontades, além de trabalhar o valor das amizades verdadeiras.

Embora o livro “O vento nos salgueiros” não seja muito conhecido no Brasil, ele é considerado como um dos clássicos da literatura mundial. Esta história foi publicada pela primeira vez no ano de 1908 – ou seja, 110 anos atrás – e conta as aventuras de quatro amigos: o Toupeira, o Rato, o Texugo e o Sapo.

Cada uma das personagens possui características muito específicas e são exatamente essas diferenças que permitirão que a amizade entre eles cresça enquanto enfrentam os desafios, perigos e maravilhosas descobertas da vida. Enquanto acompanhamos essa incrível história, vamos também observar como as virtudes e vícios estão presentes em diversos acontecimentos, e quanto nos identificamos com as ações, sentimentos e pensamentos de cada personagem, além de imaginar as belíssimas paisagens descritas com detalhes que nos fazem sentir como se realmente estivéssemos lá!

Já trabalhou com esse material? Conte nos comentários como foi a sua experiência! =)


  O vento nos salgueiros, de Kenneth Grahame (Guia de leitura e estudo das virtudes – quatro lições em PDF, 27 páginas – Material do aluno com atividades de registro e passatempo – em PDF, 24 páginas – e acesso à plataforma com sugestões de recursos para trabalho com o livro). R$ 50,00
 

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Material para estudo do livro “Heidi”

Nível de leitura: linguagem fácil, porém com capítulos mais longos e descritivos.
Idade que mais se identifica: crianças a partir de 6 anos, idade da Heidi
Virtudes enfatizadas: Bondade, Gratidão e Fortaleza, além de Fé, Família e Amizades
Ótimo para: trabalhar com as crianças (e em nós mesmos) a importância de ser grato pelas coisas simples da vida e aprender a confiar em Deus mesmo quando tudo estiver difícil.

O livro “Heidi: a menina dos Alpes” foi escrito por Johanna Spyri em apenas algumas semanas no verão de 1879. Tão rapidamente quanto foi escrita, a história conquistou os corações de crianças e adultos na Suíça e depois em todo o mundo, de forma que a continuação veio logo depois (no material trabalhamos as histórias dos dois livros).

Heidi é uma pequena órfã de coração amoroso que conquista a todos ao seu redor. O início da história acontece em um vilarejo dos Alpes suíços, que na época era uma região de vida simples e campestre, com suas belíssimas paisagens com os rebanhos de ovelhas pastando tranquilamente nas encostas verdejantes e floridas.

No entanto, diferente do que pode parecer, esta história não conta apenas sobre uma simples e ingênua menina que se recusa a abandonar a vida rural. Em contraste com outros personagens da história, Heidi enfrentará grandes desafios no tempo que vive na cidade grande, para então retornar e poder usar tudo aquilo que aprendeu para enriquecer a vida de todos ao seu redor.

Já trabalhou com esse material? Conte nos comentários como foi a sua experiência! =)


 Heidi: a menina dos Alpes, de Johanna Spyri (Guia de leitura e estudo das virtudes – quatro lições em PDF, 30 páginas – Material do aluno com atividades de registro e passatempo – em PDF, 25 páginas – e acesso à plataforma com sugestões de recursos para trabalho com o livro). R$ 50,00

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