Curso: “Autodidatismo e estratégias de ensino” – como ensinar uma criança a estudar sozinha?

O Curso “Autodidatismo e Estratégias e Ensino” foi criado para ajudar as famílias que percebem a necessidade de ensinar seus filhos a estudar sozinhos, de modo que não fiquem dependentes de ter sempre um professor ou tutor ao seu lado, mas possam aprender tudo o que for preciso por meio dos livros, técnicas de estudo e outros meios de aprendizado.

O objetivo deste curso é mostrar o passo a passo para trabalhar a autonomia da criança nos estudos, verificando todas as possíveis dificuldades que a impedem de desenvolver-se intelectualmente e apresentando as estratégias para que você consiga ser um bom professor e preparar a criança para ser um autodidata – um dos objetivo da verdadeira educação.

Inscrições Abertas a partir do dia 05/08/2020

O curso oferece:

  • 17 aulas de cerca de 30 minutos cada, no formato de videoaula
  • Áudio de cada aula em formato MP3
  • Resumo das aulas em PDF para download
  • 3 aulas extras como bônus
  • Certificado de conclusão como curso livre com 8 horas de duração
  • Acesso garantido à plataforma do curso por 2 anos

Aulas deste curso:

Aula 1 – Princípios básicos para a tutoria e ensino da criança
Aula 2 – Organização pessoal do aluno: material
Aula 3 – Organização pessoal do aluno: tempo
Aula 4 – Habilidades cognitivas: memória
Aula 5 – Habilidades cognitivas: atenção e concentração
Aula 6 – Outras habilidades cognitivas importantes para a autonomia
Aula 7 – Aspectos fisiológicos que influenciam no desempenho da criança
Aula 8 – Como o ambiente de estudos influencia o desempenho da criança
Aula 9 – A proficiência leitora e o autodidatismo
Aula 10 – As habilidades de escrita e o autodidatismo
Aula 11 – Estratégias de estudo: pesquisa prévia e estudo diário
Aula 12 – Estratégias de estudo: mapa mental
Aula 13 – Estratégias de estudo: elaboração de resumo
Aula 14 – Estratégias de estudo: elaboração de questionário
Aula 15 – Estratégias de estudo: a linha do tempo
Aula 16 – Considerações sobre as estratégias de estudo adequadas
Aula 17 – Formação intelectual: autodidatismo e a arte de estudar

Aulas Extras:

1 – A questão da motivação para os estudos
2 – Como preparar uma avaliação eficiente
3 – Professores e pais sobrecarregados: aliviando a bagagem
4 – Como se sentir confiante e passar segurança ao ensinar

Investimento:

R$ 377,00 à vista
ou até 12x de 37,70 no cartão*

Próxima turma:
Nossa próxima turma deste curso terá início no dia 20/08/2020. Caso tenha interesse em receber informações sobre as aberturas de vagas para o curso, inscreva-se em nossa lista de emails clicando aqui, ou em nosso canal de avisos do Telegram clicando aqui.

Qualquer dúvida entre em contato conosco pelo contato@educarcomsapiencia.com

Por que ensinar a criança a estudar sozinha?

O que você faria se visse uma criança chorando dizendo que não aguenta mais aquela lição porque a professora passou algo difícil demais?

Nunca esqueço aquele dia quando, na reunião de pais para entrega das notas no último bimestre do ano, uma mãe me disse: “Prô, é culpa minha que ele tenha tirado essa nota, porque esse bimestre não pude estudar com ele para as provas”. Eu disse: “Não é sua culpa. Eu passei o ano todo ensinando a eles como estudar e ele sabe fazer isso. A responsabilidade por essa nota é toda dele mesmo”.

Uma das maiores tristezas que já vivi na minha vida de professora, foi a de lidar com um mundo que espera que as crianças se saiam bem nos estudos sem que precisem se esforçar para isso. Professores, pais, direção, coordenadores, tia da cantina… Todos sofrem e se angustiam quando uma criança tira notas baixas – menos o aluno. São poucos os pais que ainda trazem em sua mente aquele princípio antigo “seu dever é estudar e tirar boas notas; faça isso”. Eu lembro que meus pais viviam nos dizendo que nosso trabalho era o estudo. “Vocês têm suas tarefas para ajudar na limpeza da casa, mas a responsabilidade de vocês na vida por enquanto é estudar e fazer isso bem feito.”

O problema é que desde que o mundo aderiu a essa educação sentimental, onde o importante é a criança ser feliz e “aprender brincando”, qualquer professor ou pai que exija esforço das crianças é visto como “exigente demais”. Se a criança chora dizendo que não está conseguindo e que não aguenta mais uma lição, o bom professor conversa e explica que tudo que é bom nessa vida exige trabalho e vai ser difícil, mas que ela deve continuar e ser persistente porque é assim que conseguimos superar os desafios. 

Agora… Uma questão eu preciso colocar aqui em defesa das crianças: reclama-se muito de que é preciso que a criança se saia bem nos estudos – e por “se sair bem nos estudos” entenda-se: tirar boas notas. Mas na verdade poucas pessoas – tanto pais quanto profissionais da educação – estão de fato preocupados em ensinar às crianças como podem estudar sozinhas. Os alunos, de forma geral, passam toda a vida escolar dependendo de alguém que lhes explique os assuntos e sente ao seu lado para que consigam fazer as lições. 

A esmagadora maioria dos estudantes que passaram mais de doze anos estudando, chegam aos bancos da faculdade ainda dependentes de professores para explicar até os textos mais simples. Professores universitários enfrentam o drama de tentar formar pesquisadores quando seus alunos mal sabem interpretar um texto ou escrever uma composição textual coerente. A verdade é que, se colocar na ponta do lápis os gastos com professores de reforço, cursinhos e outras estratégias emergenciais, economizaríamos muito dinheiro se investíssemos em ensinar, de fato, os alunos a estudar. 

A arte de ensinar vai muito além de saber dar uma boa aula. Embora isso seja fundamental, é preciso que quem ensina saiba, antes de tudo, tornar o aluno alguém independente ao longo dos anos – não no sentido moral, que tanto se apregoa hoje, mas no sentido intelectual e acadêmico mesmo. 

Neste curso abordaremos os fundamentos práticos para quem quer ensinar bem – tanto para saber como ser um bom professor, como para saber como ensinar o aluno a estudar sozinho e se tornar um autodidata.

Inscrições abertas a partir do dia 05/08/2020.

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Curso “A educação do caráter da criança”

Como posso educar o caráter do meu filho?
Os bons pais sempre estão preocupados em encontrar caminhos para educar da melhor forma seus filhos.

Existem, sim, aquelas pessoas que pensam que o importante é que seus filhos tenham sucesso acadêmico para “se darem bem” na vida. Essa é uma visão bastante pequena do que a criança precisa. Mas, como costumo dizer, o interessante é que mesmo que seu único objetivo seja oferecer aos seus filhos uma boa formação acadêmica para que eles sejam brilhantes, ainda assim a base seria a educação do caráter. 

Crianças que não foram ensinadas a ser fortes desanimam diante de qualquer dificuldade e não seguem adiante nos exercícios mais difíceis. Crianças que não foram ensinadas a ter autocontrole têm dificuldade em aprender porque não conseguem ouvir nem focar sua atenção em algo específico. Crianças que não foram ensinadas a assumir responsabilidades raramente levam a sério o que estão fazendo porque sabem que não haverá consequências caso não o cumpram.

Sem o devido trabalho de educação do caráter as crianças encontrarão dificuldades até mesmo em ser bons alunos.

Mas muitos pais sabem que boas notas não é o bastante. Enquanto cresce o número de notícias sobre tragédias e escândalos envolvendo corrupção, imprudência, descontrole emocional e desrespeito, muitos pais se preocupam e buscam respostas para saber como educar seus filhos para que sejam sábios, fortes e tenham disciplina para viver bem.

Em meio a tantas discussões sobre o tema, algumas iniciativas têm sido desenvolvidas com o objetivo de retomar o conceito de Educação do Caráter, baseada no princípio antigo de que o fim último da educação deve ser a aquisição dos atributos necessários para o pleno desenvolvimento humano, e não apenas o desenvolvimento cognitivo. A ideia de que não basta formar pessoas inteligentes; é preciso educar para que sejam sábias.

Esse é o sentido de flourishing. Na língua inglesa, essa palavra remete ao florescer da vida. No Português às vezes traduzimos como “vida próspera”, mas como a palavra “prosperidade” muitas vezes é relacionada com a questão financeira, acaba não explicando a ideia. Talvez “plenitude” seria uma boa tradução para isso. É a ideia de alguém que vive plenamente, distante dos problemas e vícios causados por má formação do caráter.

A palavra “caráter” (do grego, kharakter) indicava inicialmente a ferramenta utilizada para produzir marcas na pedra ou madeira. Posteriormente, seu uso passou a identificar a própria marca em feita por algum instrumento, uma reprodução perfeita do original. (É deste termo que surge a palavra caractere, usada para falar sobre cada símbolo que era impresso na folha por meio de um molde da máquina de imprensa ou máquina de escrever).

Na nossa vida, o caráter é a base de quem nós somos. Está ligado com a forma como fomos sendo moldados pelas situações que vivemos, princípios que adotamos e hábitos que formamos ao longo da vida.

Por isso, para educar o caráter de uma criança é preciso, antes de tudo, reconhecer que essa é uma questão moral. Uma questão de certo e errado – não apenas o que dizemos, mas antes de tudo a forma como agimos com a criança e as decisões que tomamos todos os dias na presença delas.

Quando estava na faculdade de Pedagogia, uns 15 anos atrás, me deparei com todos os nomes e termos que os educadores modernos usam para justificar os problemas da Educação.

Eu cresci aprendendo sobre as bases da formação do caráter de uma pessoa, mas na época da faculdade eu pensava que se os doutores da educação falavam era porque era assim. Quem era eu para questionar o que ensinavam? Então estudei e aprendi. 

Levei um tempo para começar a entender que não é porque um especialista diz uma coisa que aquilo é a verdade. Entender que precisava ir em busca de outros livros, não só aqueles que me passavam. Entender que a antiga visão que eu tinha sobre educação não era “ultrapassada”. Era sólida. Tinha milênios de resultados para comprovar sua eficiência. Como diria C.S. Lewis, “a educação antiga era uma espécie de propagação – homens transmitindo a humanidade para outros homens – a nova é apenas propaganda”. (A abolição do homem).

Mas foi só na prática da sala de aula que me deparei com a certeza de que a educação do caráter era o fundamento de todas mazelas apontados na educação. O problema da Educação é, antes de tudo, um problema moral. E, consequentemente, uma questão de cosmovisão: o que você pensa influencia as atitudes que você toma ao educar.

Mas, afinal, como posso educar o caráter do meu filho?

Bem, antes de tudo é preciso quais são as atitudes de caráter que precisam ser desenvolvidas. A essas atitudes nós damos o nome de VIRTUDES e ao seu oposto nós chamamos VÍCIOS. No senso comum um vício é apenas algo químico como o cigarro ou a bebida. Mas para os pensadores gregos a palavra vício dizia respeito a todo mau hábito formado e que a pessoa tem dificuldades em evitar. Por exemplo, o vício da preguiça, o vício do desânimo ou o vício da gula.

Alguns teólogos cristãos preferem usar a palavra pecado ao invés de vícios. A questão é perceber que se trata de algo que a criança – ou a pessoa adulta – já se acostumou a praticar e tem dificuldades em vencer.

Por isso, ao educar o caráter da criança, precisamos tomar consciência sobre quais são as áreas em que ela tem desenvolvido problemas de caráter – ou vícios – e trabalhar para ajudá-la a cultivar as virtudes que precisam como a Virtude da Fortaleza, para aprenderem a ficar firmes mesmo quando algo for difícil, ou a Virtude do Autocontrole, para aprenderem a controlar seus impulsos e agir conforme o que é correto, não conforme o que sentem vontade de fazer.

Aqui no site já trabalhamos algumas virtudes no Projeto Virtude do Mês. Agora, ao iniciar mais um ano da Academia Educar com Sapiência, vamos tratar de forma mais profunda sobre os problemas que corrompem e atrapalham a formação do caráter da criança, e como podemos lidar com isso em cada caso.

Nossas aulas, neste primeiro curso, serão essas abaixo. Em cada aula relacionaremos com as virtudes que podemos trabalhar com a criança. Por exemplo, ao falar sobre o mito da criatividade, falaremos sobre A Virtude da Obediência e como a autoridade dos pais pode formar filhos mais inteligentes do que aqueles criados no sistema de “liberdade criativa”.

As atividades da Academia Educar com Sapiência começam no dia 10 de março de 2020. Para saber mais é só clicar: Acesso Premium Academia – Inscrições Abertas.

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Sempre digo nas aulas da Academia que “A abolição do homem” foi um dos livros que mais influenciou as mudanças de rumo da minha caminhada na Educação. Foi o livro que me fez perceber que todo problema da educação é, antes de tudo, um problema moral. E esse trecho me fez ver quanto somos injustos ao educar mal as crianças e depois exigir que eles sejam virtuosos: “Produzimos homens sem peito e esperamos deles virtude e iniciativa. Caçoamos da honra e nos chocamos ao encontrar traidores entre nós. Castramos e ordenamos que os castrados sejam férteis.” – C. S. Lewis, A abolição do homem.

Se você tiver interesse em saber mais sobre a próxima turma de nossa Academia, cadastre-se aqui que em breve enviaremos mais informações! 

Material Gratuito do Estudo das Virtudes – Desafio do Tempo Presente!

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Consegui, finalmente, preparar uma versão impressa do nosso material Estudo das Virtudes! 😍 (Amo tudo o que a gente faz aqui, mas esse tem um lugarzinho especial no coração, com as ilustrações do @illustrationslukasj).

Notícia boa 1:
Quem está cadastrado no Desafio do Tempo Presente já recebeu seu acesso gratuito para baixar as histórias e planos de aula (veja nas fotos abaixo um exemplo das lições).

Notícia boa 2:
Quem está cadastrado no Desafio do Tempo Presente ganhou um desconto de 70% para adquirir o material completo com ilustrações e material do aluno = apenas 15 reais!! (Veja nas fotos abaixo um exemplo do material do aluno).

Mandei agora pouco um email para todos que se cadastraram no Desafio informando tudo sobre o material e as regras da gincana. Olhem lá! 😊

Não está inscrito ainda no Desafio? Clique aqui para se inscrever.

Já está inscrito e não acessou ainda seu material? Corre lá no seu email para conferir!

 

 

Desafio do Tempo Presente – Prêmio!

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Nossa caixinha de livros – apelidada pelas meninas como “Baú da Felicidade” (quem inventou esse nome mesmo?rs). 😍

Esse é o prêmio final para quem vencer nossa gincana do Desafio do Tempo Presente! (Com alguns outros livros que não estão na foto). Se ainda não se inscreveu no Desafio, clique aqui para saber como funciona.