Uma explicação que devo a vocês… E uma quase despedida.

Oi, gente! Bom dia!

Hoje eu decidi dar uma pausa aqui nos preparativos da Academia para vir dar uma explicação que acho que estou devendo. Ficou parecendo uma carta, mas escrevi de coração.

Vocês realmente têm sido pessoas maravilhosas por se interessar e acompanhar meu trabalho aqui – alguns desde que tudo começou lá em 2017, outros até antes disso quando o Educar com Sapiência era só um blog chamado “Sapiência”.

Pois hoje eu pensei que precisava explicar a vocês a razão desse certo tipo de despedida que está por vir, assim que começarmos a Academia Educar com Sapiência 2020.

Uma vez, alguns anos atrás, quando começava o nosso ano letivo na escola, a coordenadora pediu que escrevêssemos em um papelzinho em formato de nuvem qual era o nosso maior desejo para aquele ano como professores. Eu me lembro que eu escrevi “poder trabalhar em paz”.

Para alguém que lesse isso dessa forma, sem conhecer o contexto, poderia parecer que estava sendo grosseira.

Mas aquele era o mais profundo desejo do meu coração naquele momento, porque eu realmente estava vivendo uma fase de muita turbulência e me sentindo muito cansada.

Sabe quando parece que você não dá conta de tudo o que a vida exige de você? Era assim que eu estava me sentindo. Sentia que não importava quanto eu fizesse, eu sempre estava em dívida com alguém ou alguma coisa. Me sentia em falta por não estar lendo nenhum livro, por não estar preparando refeições saudáveis, por não estar visitando meus avós, meus pais e meus amigos, por não estar dando conta de manter a casa em ordem, por não dar conta de corrigir todas as lições dos alunos e por não estar sendo a professora perfeita que um dia eu sonhei ser.

Até que chegou um dia em que eu simplesmente parei de tentar dar conta. Eu só fazia minhas obrigações básicas, dava aulas e dormia. Só depois de uns meses foi que eu me dei conta que estava com problemas e que precisaria lidar com tudo isso.

Eu me lembro que um dia saí da escola e fui para a livraria Cultura, onde eu gostava de ficar. Lá eu encontrei aquele livro “A mente organizada” e, folheando, li sobre o problema do excesso de informações que uma pessoa recebe nos dias atuais. Não lembro qual era a estatística exata, mas era como se em uma semana hoje nós recebêssemos a quantidade de informações equivalente ao que uma pessoa recebia em anos e anos de vida antigamente.

Ali ele dizia que nosso cérebro passa o tempo “decidindo” quais informações são relevantes e quais são inúteis. Cada mensagem que recebemos, cada atualização de uma pessoa que vemos na timeline de uma rede social, cada frase que ouvimos… Toda informação que recebemos durante todo o dia exigem um trabalho de análise que, com o tempo, tem um alto custo para a nossa mente e, consequentemente, para nossa saúde e nossa alma.

E aos poucos vamos nos sentindo esgotados, incapazes de atender a tudo o que exige a nossa atenção…

Bom, foi ali que eu entendi que de fato não fomos criados para esse mundo de excesso de conectividade, excesso de posts, excesso de notícias, excesso de informações. E foi quando eu decidi sair por um tempo das redes sociais como parte do tratamento para aquela fase tão nebulosa que eu passava.

Foi uma das melhores decisões que eu tomei na vida. No começo foi muito difícil porque eu realmente estava viciada nas interações e novidades do Facebook e do Instagram. Era quase automático pegar o celular e clicar no ícone para ver o que na verdade já tinha visto segundos atrás.

Não foi a cura para a fase depressiva que eu estava vivendo, mas foi parte do processo.

Nesse tempo também eu entendi que precisava diminuir a quantidade de atividades em que eu estava envolvida, e especialmente a expectativa orgulhosa que eu tinha de fazer tudo perfeito. Foi um longo processo que Deus usou para me ensinar muitas coisas que eu antes não sabia sobre mim mesma e sobre a vida.

Levei cerca de um ano para finalmente me sentir leve e feliz outra vez e desde então este é um assunto que me preocupa ao lidar com pessoas que correm o risco de passar pelo que eu passei – algo que eu realmente não desejo para ninguém.

Essa é a razão por que eu falo tanto sobre os cuidados que devemos ter com a sobrecarga tão comum àqueles que dedicam sua vida à missão de educar.

Existem muitos vilões a quem podemos culpar por tudo isso.

Mas o que eu aprendi é que sempre vai ser MINHA a responsabilidade de ser sábia, conhecer meus limites e buscar um estilo de vida que me permita cumprir a vocação que Deus me deu sem desagastar minha mente, minha saúde e minha alma.

Por que estou contando tudo isso?

Porque muitas pessoas se sentiram confusas quanto às decisões que tomamos aqui esse ano.

A verdade é que essa decisão já é algo que venho buscando há muito tempo, desde que comecei a ver muitas mães demonstrando sentir a mesma angústia que eu sentia quando era professora. Eu percebo uma busca interminável por ideias, materiais, dicas e informações e meu coração pesa porque eu sei que isso não tem fim, não faz bem e não é o ideal porque quem educa precisa de paz para ensinar com paciência e sabedoria.

E o problema é que às vezes eu me vejo postando algo no Instagram e penso que eu não quero ser mais uma pessoa falando sobre o que os pais precisam fazer, sabe? Porque não quero contribuir para que as famílias se sintam sobrecarregadas com tanta gente dizendo isso e aquilo sobre Educação. O caminho para educar é trabalhoso, mas na verdade é simples. E eu não quero ser mais uma pessoa fazendo parecer que tudo é muito complicado.

Quem educa precisa de paz para ensinar com paciência e tranquilidade, e educar com sabedoria e alegria.

E também não quero viver com essa sensação de não estar conseguindo atender às pessoas como deveria.

Às vezes alguém me escreve um email e eu tenho a maior vontade de gravar um áudio e conversar sobre aquele problema ou aquela orientação que a pessoa precisa. Tenho vontade de marcar horários para poder fazer uma ligação para conversar e ajudar de forma mais presente. Mas no formato que nós temos hoje é difícil até responder a tempo todas as pessoas (graças a Deus pelo Paulo e a equipe linda que têm me ajudado a responder todo mundo, especialmente nesse projeto que fizemos agora).

Bom, então foi por isso que ano passado eu comecei a pensar em como mudar tudo isso aqui no Educar com Sapiência. Acho que desde que eu fiz aquele projeto Sonya Carson, no final de 2018, esse passou a ser o meu pensamento: como posso usar tudo aquilo que eu sei para ajudar as famílias, mas sem esquecer de todas as dificuldades que eu passei quando me senti sobrecarregada demais para conseguir ensinar?

Ano passado nós já vivemos parte disso quando criamos a Academia para conversar, toda semana, sobre as aulas do curso. Foi um tempo muito bom e eu percebi que finalmente nós havíamos encontrado um caminho.

Um dia a Erica me disse que era aniversário da Lara, sua filha, bem na quinta-feira, dia de aula da Academia. Então eu preparei um cartão e no meio da aula fiz algo especial porque sabia que ela estaria assistindo. A Lara ficou super feliz e eu achei tão legal saber que outras crianças estavam participando também! Ficamos pensando nisso e acabamos criando, para 2020, a Academia Kids. Teremos atividades especiais para eles, com a aventura “Em busca das virtudes perdidas” e os desafios de leitura, escrita, estudos e tarefinhas como recolher os brinquedos, falar na hora certa e agradecer a quem lhe faz bem.

Então esse ano é assim que nós vamos trabalhar. Caminhando junto com aqueles que precisam de um lugar tranquilo para aprender, crescer e compartilhar a vida uns com os outros. Um lugar onde sempre vamos poder lembrar os princípios da vida sábia para quem quer educar sem desespero, sem aflição. Quem quer crescer de forma consistente, se aprofundando nos assuntos da educação com calma e determinação, sem ficar correndo atrás de mil novidades ao mesmo tempo. Um lugar para quem quer rever suas atitudes e educar o caráter e o intelecto das crianças ao mesmo tempo que trabalha a sua própria autoformação.

Eu sei que não são muitas as pessoas que têm essa prioridade no momento, mas sei que existem aqueles que estão em busca de ajuda para educar seus filhos com segurança e tranquilidade; pessoas que não querem mais ver o tempo passar sem saber para onde estão caminhando; pessoas determinadas a trabalhar por mudanças reais na vida da sua família. E é com essas pessoas que nós queremos caminhar.

Estou dando essa explicação porque muitas pessoas têm pedido para adquirir os materiais e cursos no formato avulso. Eu entendo, de verdade, e se houver vagas nós vamos abrir sim. Mas queria explicar que meu sonho mesmo e minha oração, é completar a turma com pessoas que queiram caminhar ao longo desse ano com a gente. E nós temos orado há muito tempo por cada família que fará parte dessa nossa turma. Pessoalmente, peço a Deus que traga aqueles que realmente precisam desse lugar tranquilo para se aprofundar no que verdadeiramente importa.

Eu disse que é também uma quase despedida, porque assim que começarmos, no dia 10 de março, vamos diminuir nossa participação nas redes sociais. Teremos um vídeo por mês no Youtube e de vez em quando um email e textos no site. Fizemos um super projeto gratuito e aberto a todos nos meses de janeiro e fevereiro, mas agora queremos realmente nos dedicar a estar presentes na vida desses que caminharão com a gente. Não vejo a hora de começarmos e poder ajudar de perto as famílias a conduzir seus filhos a lugares mais altos, ensinando com confiança e educando com tranquilidade e alegria!!

“Per Ardua Ad Alta”: Por caminhos árduos chegaremos às alturas!

Parece estranho porque é meio o contrário do que se espera de alguém que depende do trabalho virtual para ganhar seu pão de cada dia, mas eu estou muito feliz e em paz, e tenho certeza de que Deus vai abençoar muito tudo o que faremos aqui porque é, antes de tudo, por causa Dele e para a glória Dele até o fim!

Agradeço muito por toda a consideração que vocês têm em ler e participar por aqui!

Com carinho,

Katarine Jordão

P.S.: Para se inscrever na Academia é só clicar aqui (tem valor especial até para inscrições até 28/02/2020): Academia Educar com Sapiência 2020

Curso “A educação do caráter da criança”

Como posso educar o caráter do meu filho?
Os bons pais sempre estão preocupados em encontrar caminhos para educar da melhor forma seus filhos.

Existem, sim, aquelas pessoas que pensam que o importante é que seus filhos tenham sucesso acadêmico para “se darem bem” na vida. Essa é uma visão bastante pequena do que a criança precisa. Mas, como costumo dizer, o interessante é que mesmo que seu único objetivo seja oferecer aos seus filhos uma boa formação acadêmica para que eles sejam brilhantes, ainda assim a base seria a educação do caráter. 

Crianças que não foram ensinadas a ser fortes desanimam diante de qualquer dificuldade e não seguem adiante nos exercícios mais difíceis. Crianças que não foram ensinadas a ter autocontrole têm dificuldade em aprender porque não conseguem ouvir nem focar sua atenção em algo específico. Crianças que não foram ensinadas a assumir responsabilidades raramente levam a sério o que estão fazendo porque sabem que não haverá consequências caso não o cumpram.

Sem o devido trabalho de educação do caráter as crianças encontrarão dificuldades até mesmo em ser bons alunos.

Mas muitos pais sabem que boas notas não é o bastante. Enquanto cresce o número de notícias sobre tragédias e escândalos envolvendo corrupção, imprudência, descontrole emocional e desrespeito, muitos pais se preocupam e buscam respostas para saber como educar seus filhos para que sejam sábios, fortes e tenham disciplina para viver bem.

Em meio a tantas discussões sobre o tema, algumas iniciativas têm sido desenvolvidas com o objetivo de retomar o conceito de Educação do Caráter, baseada no princípio antigo de que o fim último da educação deve ser a aquisição dos atributos necessários para o pleno desenvolvimento humano, e não apenas o desenvolvimento cognitivo. A ideia de que não basta formar pessoas inteligentes; é preciso educar para que sejam sábias.

Esse é o sentido de flourishing. Na língua inglesa, essa palavra remete ao florescer da vida. No Português às vezes traduzimos como “vida próspera”, mas como a palavra “prosperidade” muitas vezes é relacionada com a questão financeira, acaba não explicando a ideia. Talvez “plenitude” seria uma boa tradução para isso. É a ideia de alguém que vive plenamente, distante dos problemas e vícios causados por má formação do caráter.

A palavra “caráter” (do grego, kharakter) indicava inicialmente a ferramenta utilizada para produzir marcas na pedra ou madeira. Posteriormente, seu uso passou a identificar a própria marca em feita por algum instrumento, uma reprodução perfeita do original. (É deste termo que surge a palavra caractere, usada para falar sobre cada símbolo que era impresso na folha por meio de um molde da máquina de imprensa ou máquina de escrever).

Na nossa vida, o caráter é a base de quem nós somos. Está ligado com a forma como fomos sendo moldados pelas situações que vivemos, princípios que adotamos e hábitos que formamos ao longo da vida.

Por isso, para educar o caráter de uma criança é preciso, antes de tudo, reconhecer que essa é uma questão moral. Uma questão de certo e errado – não apenas o que dizemos, mas antes de tudo a forma como agimos com a criança e as decisões que tomamos todos os dias na presença delas.

Quando estava na faculdade de Pedagogia, uns 15 anos atrás, me deparei com todos os nomes e termos que os educadores modernos usam para justificar os problemas da Educação.

Eu cresci aprendendo sobre as bases da formação do caráter de uma pessoa, mas na época da faculdade eu pensava que se os doutores da educação falavam era porque era assim. Quem era eu para questionar o que ensinavam? Então estudei e aprendi. 

Levei um tempo para começar a entender que não é porque um especialista diz uma coisa que aquilo é a verdade. Entender que precisava ir em busca de outros livros, não só aqueles que me passavam. Entender que a antiga visão que eu tinha sobre educação não era “ultrapassada”. Era sólida. Tinha milênios de resultados para comprovar sua eficiência. Como diria C.S. Lewis, “a educação antiga era uma espécie de propagação – homens transmitindo a humanidade para outros homens – a nova é apenas propaganda”. (A abolição do homem).

Mas foi só na prática da sala de aula que me deparei com a certeza de que a educação do caráter era o fundamento de todas mazelas apontados na educação. O problema da Educação é, antes de tudo, um problema moral. E, consequentemente, uma questão de cosmovisão: o que você pensa influencia as atitudes que você toma ao educar.

Mas, afinal, como posso educar o caráter do meu filho?

Bem, antes de tudo é preciso quais são as atitudes de caráter que precisam ser desenvolvidas. A essas atitudes nós damos o nome de VIRTUDES e ao seu oposto nós chamamos VÍCIOS. No senso comum um vício é apenas algo químico como o cigarro ou a bebida. Mas para os pensadores gregos a palavra vício dizia respeito a todo mau hábito formado e que a pessoa tem dificuldades em evitar. Por exemplo, o vício da preguiça, o vício do desânimo ou o vício da gula.

Alguns teólogos cristãos preferem usar a palavra pecado ao invés de vícios. A questão é perceber que se trata de algo que a criança – ou a pessoa adulta – já se acostumou a praticar e tem dificuldades em vencer.

Por isso, ao educar o caráter da criança, precisamos tomar consciência sobre quais são as áreas em que ela tem desenvolvido problemas de caráter – ou vícios – e trabalhar para ajudá-la a cultivar as virtudes que precisam como a Virtude da Fortaleza, para aprenderem a ficar firmes mesmo quando algo for difícil, ou a Virtude do Autocontrole, para aprenderem a controlar seus impulsos e agir conforme o que é correto, não conforme o que sentem vontade de fazer.

Aqui no site já trabalhamos algumas virtudes no Projeto Virtude do Mês. Agora, ao iniciar mais um ano da Academia Educar com Sapiência, vamos tratar de forma mais profunda sobre os problemas que corrompem e atrapalham a formação do caráter da criança, e como podemos lidar com isso em cada caso.

Nossas aulas, neste primeiro curso, serão essas abaixo. Em cada aula relacionaremos com as virtudes que podemos trabalhar com a criança. Por exemplo, ao falar sobre o mito da criatividade, falaremos sobre A Virtude da Obediência e como a autoridade dos pais pode formar filhos mais inteligentes do que aqueles criados no sistema de “liberdade criativa”.

As atividades da Academia Educar com Sapiência começam no dia 10 de março de 2020. Para saber mais é só clicar: Acesso Premium Academia – Inscrições Abertas.

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Sempre digo nas aulas da Academia que “A abolição do homem” foi um dos livros que mais influenciou as mudanças de rumo da minha caminhada na Educação. Foi o livro que me fez perceber que todo problema da educação é, antes de tudo, um problema moral. E esse trecho me fez ver quanto somos injustos ao educar mal as crianças e depois exigir que eles sejam virtuosos: “Produzimos homens sem peito e esperamos deles virtude e iniciativa. Caçoamos da honra e nos chocamos ao encontrar traidores entre nós. Castramos e ordenamos que os castrados sejam férteis.” – C. S. Lewis, A abolição do homem.

Se você tiver interesse em saber mais sobre a próxima turma de nossa Academia, cadastre-se aqui que em breve enviaremos mais informações! 

Material Gratuito do Estudo das Virtudes – Desafio do Tempo Presente!

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Consegui, finalmente, preparar uma versão impressa do nosso material Estudo das Virtudes! 😍 (Amo tudo o que a gente faz aqui, mas esse tem um lugarzinho especial no coração, com as ilustrações do @illustrationslukasj).

Notícia boa 1:
Quem está cadastrado no Desafio do Tempo Presente já recebeu seu acesso gratuito para baixar as histórias e planos de aula (veja nas fotos abaixo um exemplo das lições).

Notícia boa 2:
Quem está cadastrado no Desafio do Tempo Presente ganhou um desconto de 70% para adquirir o material completo com ilustrações e material do aluno = apenas 15 reais!! (Veja nas fotos abaixo um exemplo do material do aluno).

Mandei agora pouco um email para todos que se cadastraram no Desafio informando tudo sobre o material e as regras da gincana. Olhem lá! 😊

Não está inscrito ainda no Desafio? Clique aqui para se inscrever.

Já está inscrito e não acessou ainda seu material? Corre lá no seu email para conferir!

 

 

Desafio do Tempo Presente – Prêmio!

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Nossa caixinha de livros – apelidada pelas meninas como “Baú da Felicidade” (quem inventou esse nome mesmo?rs). 😍

Esse é o prêmio final para quem vencer nossa gincana do Desafio do Tempo Presente! (Com alguns outros livros que não estão na foto). Se ainda não se inscreveu no Desafio, clique aqui para saber como funciona.