Tudo tem seu tempo determinado…

25-03-02

Semanas atrás eu estava procurando um texto sobre Autocontrole para trabalhar memorização e caligrafia com as crianças da Academia Kids neste projeto do livro Pinóquio. Olhei aqui e ali e pensei em procurar algo no Livro das Virtudes. Lá ele não tem a Autocontrole, mas tem Disciplina, que é quase a mesma ideia.

Fiquei super feliz quando vi que ele indicava esse texto de Eclesiastes para este tema. Realmente! Que ótima ideia lembrar que tudo tem seu tempo para nos ajudar na difícil batalha de dominar a nós mesmos!

Naquela semana eu não imaginava quanto teria que lembrar, eu mesma, sobre essa profunda verdade.”Tempo de chorar e tempo de rir… Tempo de abraçar e tempo de afastar -se de abraçar… Tempo de estar calado e tempo de falar… Tempo de guerra e tempo de paz…”

Quando criamos, no início do ano, o Desafio do Tempo Presente, nosso objetivo era incentivar as famílias a passarem mais tempo de qualidade juntos. Muita gente nos disse que era um desafio encontrar tempo para dedicar às crianças. Bom, hoje muitos de nós teremos, forçosamente, este tempo. Agora é o tempo de ficar em casa. Tempo de aprender a quietude e o silêncio. Tempo de aprender que a beleza não está somente lá fora. A Graça de Deus está presente em todos os lugares, em todo tempo. Que Ele nos ajude a encontrar as pequenas gotas dessa Graça nos pequenos momentos deste tempo que a nós coube viver.

Cinco práticas para encontrar forças

25-03

Oi, gente!!

Estamos vivendo tempos difíceis. Tempos que exigem forças que muitas vezes não temos. Se você também está buscando forças como eu, gravei um retorno às nossas conversas para um café para falar sobre isso.
É só ir no canal do YouTube ou clique aqui.

No final do áudio tem uma surpresa que anunciei para ajudar as famílias nesse período de quarentena.

Curso “A educação do caráter da criança”

Curso online para pais e professores

12 de março a 09 de abril de 2020

(ATENÇÃO: Vagas limitadas para o curso avulso – o link para inscrição será enviado por email no dia 11/03/20 às 20h. O preenchimento das vagas será por ordem de inscrição confirmada. O email será enviado para os seguidores inscritos em nossa lista).

Nosso curso online “A Educação do Caráter da Criança” é parte do programa de formação da Academia Educar com Sapiência 2020. Ao adquirir o curso você terá acesso à plataforma Nutror, onde terá acesso a:

  • Videoaulas do curso – são 13 aulas, cada uma com cerca de 30 minutos e serão disponibilizadas semanalmente conforme o cronograma do curso que será entregue na aula inaugural.
  • Áudios – disponibilizamos o áudio das aulas em mp3 que podem ser baixados para seu computador ou celular de forma permanente.
  • Material para anotações – disponibilizamos, para cada aula, um arquivo em PDF com os principais tópicos da aula e folhas para anotações sobre o conteúdo.

Observações:

1– Para assistir às aulas é preciso estar conectado à internet. As videoaulas só podem ser assistidas no ambiente virtual do curso – Plataforma Nutror. Os alunos têm dois anos de acesso garantido á plataforma do curso.

2 – Os alunos inscritos receberão também algumas aulas bônus sobre o tema.

3 – Este curso é desenvolvido a partir da cosmovisão cristã.

O valor do curso, no formato avulso, é de R$ 270,00.

Grade do curso:

Aula 1. Educação moderna e a corrupção do caráter

Aula 2. Relativismo, humanismo e secularismo: como suas ideias podem deformar o intelecto e o caráter da criança

Aula 3. Comportamento x Coração: o lugar onde os problemas moram

Aula 4. A arte de escolher histórias: como a imaginação moral e os sentimentos influenciam a formação do caráter

Aula 5. Como a tecnologia e a vida moderna atrapalham a formação do caráter

Aula 6. Consumismo, ingratidão e a formação de uma geração infeliz

Aula 7. Por que a educação moderna está formando crianças fracas

Aula 8. O mito da criatividade: por que não precisamos de crianças criativas

Aula 9. Ensinar a ser justo ou ensinar a perdoar?

Aula 10. Autoestima: o monstro de olhos verdes da Educação

Aula 11. Identidade de gênero e o drama das crianças que sofrem

Aula 12. Vergonha, timidez e perfeccionismo na infância

Aula 13. Educando a criança para ter um coração bom

Gramática para decorar x Gramática para viver

“Fabiano também não sabia falar. Às vezes largava nomes arrevesados, por embromação. Via perfeitamente que tudo era besteira. Não podia arrumar o que tinha no interior. Se pudesse…”

Eu nunca me esqueço a estranha sensação de prisão que senti ao ler esse trecho de Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Não por saber que Fabiano estava na cadeia nesse momento da história, mas pela angústia que ele sentia por não ser capaz de pensar direito nem sequer organizar seus sentimentos quando lhe faltavam as palavras.

Lembrei daquela reflexão de C.S. Lewis sobre quanto percebemos que devemos aos autores que lemos no momento em que conversamos com algum amigo literariamente iletrado: “Ele pode ser uma pessoa de enorme bondade e bom senso, mas habita num mundo minúsculo, no qual nos sentiríamos sufocados.”

Sempre ouvimos que a Linguagem é importante para nos ajudar a nos expressar, nos comunicar, mas naquele dia eu entendi essa lógica mais profunda. 

Eu li este trecho de Vidas Secas por indicação do William Campos da Cruz. Eu o havia convidado para dar uma aula especial para os meus alunos e ele me perguntou se poderia usar com as crianças esse texto para explicar como o domínio da linguagem muda nossa forma de pensar, entender e viver no mundo. O domínio da Linguagem, nesse sentido, nos liberta. 

É uma pena que nossa formação nessa área tenha sido, geralmente, tão pobre. Passamos anos e anos decorando regras gramaticais soltas sem conhecer a beleza da lógica da Gramática. Estudamos tanto sem que isso nos permita ordenar nosso pensamento e organizar o que temos em nosso interior. Ano passado, na Academia, como muitas vezes me referi a questões da Gramática para explicar algum assunto, os pais começaram a me pedir para incluir um curso sobre Gramática e Linguagem aqui.

Conversei com o William, que não só entende muito mais disso do que eu como também é apaixonado pela Gramática e sua beleza (essa é, aliás, a razão por que o perfil que ele criou no Instagram se chama Gramática na Vida). Pois bem! Ele aceitou e aqui estamos! 

Então este ano teremos, na Academia Educar com Sapiência, o tão esperado curso para os pais que querem ensinar Gramática ou simplesmente trabalhar sua autoformação para poder pensar com clareza, ler melhor e ordenar seus pensamentos para poder educar melhor seus filhos e viver de forma mais sábia. 

Ele apresenta seu curso:

A cena se repete vez após vez: as crianças trazem lição para a casa, pedem sua ajuda e a mágica acontece. Você se sente útil por ajudar seu filho com o dever, e as crianças se derretem de admiração por aquele que o ensina. Um dia, no entanto, uma sombra ameaça desfazer o encanto – você se depara com uma lição que já não domina. Corre à internet, procura sugestões, conselhos, dicas e macetes que lhes permitam assimilar RAPIDAMENTE o conteúdo a fim de ajudar o filho. O objetivo é simples: resolver o problema que vocês têm naquele momento.

Essa abordagem faz efeito por algum tempo, mas pouco a pouco vai deixando de funcionar. Por quê? Simples: em todo conhecimento há uma espécie de hierarquia em que é imprescindível dominar um assunto anterior para poder prosseguir para o que vem depois. Se o que se perdeu foi justamente a relação entre um assunto e outro, sinto muito: o pragmatismo, a pressa e a avidez não ajudarão! Ao contrário, darão lugar à frustração e à ansiedade. Nessa hora, vale a pena respirar fundo e voltar a percorrer o trajeto, para procurar, afinal, o que foi deixado para trás.

Nos estudos de língua portuguesa, isso acontece com uma frequência espantosa. Adultos e crianças ficam de cabelo em pé quando ouvem algo como “Oração Subordinada Substantiva Subjetiva”. Quem sabe o que é um substantivo, uma oração, um sujeito e uma oração subordinada não demorará nada para identificar as peças do quebra-cabeças. Quem não sabe verá apenas um borrão.

Isso vale para inúmeros outros tópicos: sem saber o que é uma sílaba tônica ou um ditongo, será impossível aprender as regras de acentuação; sem ter noções claras do que é REGÊNCIA VERBAL e do que é uma LOCUÇÃO ADVERBIAL será impossível identificar com segurança quando se deve ou não usar o acento grave (indicativo de crase); sem saber o que é um adjetivo ou um advérbio será mais difícil entender o que é um adjunto adnominal ou adverbial.

Este curso pretende ser essa volta à estrada percorrida, atentando, sobretudo, ao que relaciona um ponto ao outro. O conteúdo está organizado em quatro blocos:

(1) Antes de falar de Gramática, faremos alguns exercícios de observação de nossa própria EXPERIÊNCIA DA LINGUAGEM. A língua não diz respeito apenas à comunicação com os outros; ela também põe ordem em nossa mente.

(2) FONÉTICA: Esse fenômeno maravilhoso que é a língua manifesta-se, antes de tudo, como uma combinação de certos ruídos que, bem ordenados, tornam-se dotados de sentido!

(3) MORFOLOGIA: Depois, veremos como a combinação de pequenos “fragmentos de palavra” (os morfemas) permite que criemos uma verdadeira profusão de palavras novas. Além disso, veremos que as palavras se comportam de maneira diferente e, por isso mesmo, são guardadas em caixinhas diferentes, que, tecnicamente, recebem o nome de classes de palavras.

(4) SINTAXE: Depois de falar das palavras individualmente, será a hora de falar delas em suas relações umas com as outras.

(5) Para finalizar, amarramos uma ponta à outra e voltamos a falar de nossa experiência da linguagem como ordenadora do pensamento. A expectativa é que, ao final, tenhamos a sensação de conhecer a estrada inteira, e não apenas alguns pontos esparsos do caminho. Vamos juntos?!

Abaixo você pode ver a grade desse curso.

As inscrições para o Acesso Premium 2020 vão até o dia 06/03/2020.

William Campos da Cruz é tradutor, editor e revisor de textos com mais de dez anos de experiência no mercado editorial. Traduziu para a língua portuguesa autores como Fulton Sheen, Joe Rigney, Hans Rookmaaker e Michael Reeves. Em literatura infantil, fez parte da equipe que traduziu “O Fabuloso Livro Azul” e “O Fabuloso Livro Vermelho”. Também foi o prefaciador do livro “Ensinando o Trivium”, vol. 2, de Harvey e Laurie Bluedorn.

Uma explicação que devo a vocês… E uma quase despedida.

Oi, gente! Bom dia!

Hoje eu decidi dar uma pausa aqui nos preparativos da Academia para vir dar uma explicação que acho que estou devendo. Ficou parecendo uma carta, mas escrevi de coração.

Vocês realmente têm sido pessoas maravilhosas por se interessar e acompanhar meu trabalho aqui – alguns desde que tudo começou lá em 2017, outros até antes disso quando o Educar com Sapiência era só um blog chamado “Sapiência”.

Pois hoje eu pensei que precisava explicar a vocês a razão desse certo tipo de despedida que está por vir, assim que começarmos a Academia Educar com Sapiência 2020.

Uma vez, alguns anos atrás, quando começava o nosso ano letivo na escola, a coordenadora pediu que escrevêssemos em um papelzinho em formato de nuvem qual era o nosso maior desejo para aquele ano como professores. Eu me lembro que eu escrevi “poder trabalhar em paz”.

Para alguém que lesse isso dessa forma, sem conhecer o contexto, poderia parecer que estava sendo grosseira.

Mas aquele era o mais profundo desejo do meu coração naquele momento, porque eu realmente estava vivendo uma fase de muita turbulência e me sentindo muito cansada.

Sabe quando parece que você não dá conta de tudo o que a vida exige de você? Era assim que eu estava me sentindo. Sentia que não importava quanto eu fizesse, eu sempre estava em dívida com alguém ou alguma coisa. Me sentia em falta por não estar lendo nenhum livro, por não estar preparando refeições saudáveis, por não estar visitando meus avós, meus pais e meus amigos, por não estar dando conta de manter a casa em ordem, por não dar conta de corrigir todas as lições dos alunos e por não estar sendo a professora perfeita que um dia eu sonhei ser.

Até que chegou um dia em que eu simplesmente parei de tentar dar conta. Eu só fazia minhas obrigações básicas, dava aulas e dormia. Só depois de uns meses foi que eu me dei conta que estava com problemas e que precisaria lidar com tudo isso.

Eu me lembro que um dia saí da escola e fui para a livraria Cultura, onde eu gostava de ficar. Lá eu encontrei aquele livro “A mente organizada” e, folheando, li sobre o problema do excesso de informações que uma pessoa recebe nos dias atuais. Não lembro qual era a estatística exata, mas era como se em uma semana hoje nós recebêssemos a quantidade de informações equivalente ao que uma pessoa recebia em anos e anos de vida antigamente.

Ali ele dizia que nosso cérebro passa o tempo “decidindo” quais informações são relevantes e quais são inúteis. Cada mensagem que recebemos, cada atualização de uma pessoa que vemos na timeline de uma rede social, cada frase que ouvimos… Toda informação que recebemos durante todo o dia exigem um trabalho de análise que, com o tempo, tem um alto custo para a nossa mente e, consequentemente, para nossa saúde e nossa alma.

E aos poucos vamos nos sentindo esgotados, incapazes de atender a tudo o que exige a nossa atenção…

Bom, foi ali que eu entendi que de fato não fomos criados para esse mundo de excesso de conectividade, excesso de posts, excesso de notícias, excesso de informações. E foi quando eu decidi sair por um tempo das redes sociais como parte do tratamento para aquela fase tão nebulosa que eu passava.

Foi uma das melhores decisões que eu tomei na vida. No começo foi muito difícil porque eu realmente estava viciada nas interações e novidades do Facebook e do Instagram. Era quase automático pegar o celular e clicar no ícone para ver o que na verdade já tinha visto segundos atrás.

Não foi a cura para a fase depressiva que eu estava vivendo, mas foi parte do processo.

Nesse tempo também eu entendi que precisava diminuir a quantidade de atividades em que eu estava envolvida, e especialmente a expectativa orgulhosa que eu tinha de fazer tudo perfeito. Foi um longo processo que Deus usou para me ensinar muitas coisas que eu antes não sabia sobre mim mesma e sobre a vida.

Levei cerca de um ano para finalmente me sentir leve e feliz outra vez e desde então este é um assunto que me preocupa ao lidar com pessoas que correm o risco de passar pelo que eu passei – algo que eu realmente não desejo para ninguém.

Essa é a razão por que eu falo tanto sobre os cuidados que devemos ter com a sobrecarga tão comum àqueles que dedicam sua vida à missão de educar.

Existem muitos vilões a quem podemos culpar por tudo isso.

Mas o que eu aprendi é que sempre vai ser MINHA a responsabilidade de ser sábia, conhecer meus limites e buscar um estilo de vida que me permita cumprir a vocação que Deus me deu sem desagastar minha mente, minha saúde e minha alma.

Por que estou contando tudo isso?

Porque muitas pessoas se sentiram confusas quanto às decisões que tomamos aqui esse ano.

A verdade é que essa decisão já é algo que venho buscando há muito tempo, desde que comecei a ver muitas mães demonstrando sentir a mesma angústia que eu sentia quando era professora. Eu percebo uma busca interminável por ideias, materiais, dicas e informações e meu coração pesa porque eu sei que isso não tem fim, não faz bem e não é o ideal porque quem educa precisa de paz para ensinar com paciência e sabedoria.

E o problema é que às vezes eu me vejo postando algo no Instagram e penso que eu não quero ser mais uma pessoa falando sobre o que os pais precisam fazer, sabe? Porque não quero contribuir para que as famílias se sintam sobrecarregadas com tanta gente dizendo isso e aquilo sobre Educação. O caminho para educar é trabalhoso, mas na verdade é simples. E eu não quero ser mais uma pessoa fazendo parecer que tudo é muito complicado.

Quem educa precisa de paz para ensinar com paciência e tranquilidade, e educar com sabedoria e alegria.

E também não quero viver com essa sensação de não estar conseguindo atender às pessoas como deveria.

Às vezes alguém me escreve um email e eu tenho a maior vontade de gravar um áudio e conversar sobre aquele problema ou aquela orientação que a pessoa precisa. Tenho vontade de marcar horários para poder fazer uma ligação para conversar e ajudar de forma mais presente. Mas no formato que nós temos hoje é difícil até responder a tempo todas as pessoas (graças a Deus pelo Paulo e a equipe linda que têm me ajudado a responder todo mundo, especialmente nesse projeto que fizemos agora).

Bom, então foi por isso que ano passado eu comecei a pensar em como mudar tudo isso aqui no Educar com Sapiência. Acho que desde que eu fiz aquele projeto Sonya Carson, no final de 2018, esse passou a ser o meu pensamento: como posso usar tudo aquilo que eu sei para ajudar as famílias, mas sem esquecer de todas as dificuldades que eu passei quando me senti sobrecarregada demais para conseguir ensinar?

Ano passado nós já vivemos parte disso quando criamos a Academia para conversar, toda semana, sobre as aulas do curso. Foi um tempo muito bom e eu percebi que finalmente nós havíamos encontrado um caminho.

Um dia a Erica me disse que era aniversário da Lara, sua filha, bem na quinta-feira, dia de aula da Academia. Então eu preparei um cartão e no meio da aula fiz algo especial porque sabia que ela estaria assistindo. A Lara ficou super feliz e eu achei tão legal saber que outras crianças estavam participando também! Ficamos pensando nisso e acabamos criando, para 2020, a Academia Kids. Teremos atividades especiais para eles, com a aventura “Em busca das virtudes perdidas” e os desafios de leitura, escrita, estudos e tarefinhas como recolher os brinquedos, falar na hora certa e agradecer a quem lhe faz bem.

Então esse ano é assim que nós vamos trabalhar. Caminhando junto com aqueles que precisam de um lugar tranquilo para aprender, crescer e compartilhar a vida uns com os outros. Um lugar onde sempre vamos poder lembrar os princípios da vida sábia para quem quer educar sem desespero, sem aflição. Quem quer crescer de forma consistente, se aprofundando nos assuntos da educação com calma e determinação, sem ficar correndo atrás de mil novidades ao mesmo tempo. Um lugar para quem quer rever suas atitudes e educar o caráter e o intelecto das crianças ao mesmo tempo que trabalha a sua própria autoformação.

Eu sei que não são muitas as pessoas que têm essa prioridade no momento, mas sei que existem aqueles que estão em busca de ajuda para educar seus filhos com segurança e tranquilidade; pessoas que não querem mais ver o tempo passar sem saber para onde estão caminhando; pessoas determinadas a trabalhar por mudanças reais na vida da sua família. E é com essas pessoas que nós queremos caminhar.

Estou dando essa explicação porque muitas pessoas têm pedido para adquirir os materiais e cursos no formato avulso. Eu entendo, de verdade, e se houver vagas nós vamos abrir sim. Mas queria explicar que meu sonho mesmo e minha oração, é completar a turma com pessoas que queiram caminhar ao longo desse ano com a gente. E nós temos orado há muito tempo por cada família que fará parte dessa nossa turma. Pessoalmente, peço a Deus que traga aqueles que realmente precisam desse lugar tranquilo para se aprofundar no que verdadeiramente importa.

Eu disse que é também uma quase despedida, porque assim que começarmos, no dia 10 de março, vamos diminuir nossa participação nas redes sociais. Teremos um vídeo por mês no Youtube e de vez em quando um email e textos no site. Fizemos um super projeto gratuito e aberto a todos nos meses de janeiro e fevereiro, mas agora queremos realmente nos dedicar a estar presentes na vida desses que caminharão com a gente. Não vejo a hora de começarmos e poder ajudar de perto as famílias a conduzir seus filhos a lugares mais altos, ensinando com confiança e educando com tranquilidade e alegria!!

“Per Ardua Ad Alta”: Por caminhos árduos chegaremos às alturas!

Parece estranho porque é meio o contrário do que se espera de alguém que depende do trabalho virtual para ganhar seu pão de cada dia, mas eu estou muito feliz e em paz, e tenho certeza de que Deus vai abençoar muito tudo o que faremos aqui porque é, antes de tudo, por causa Dele e para a glória Dele até o fim!

Agradeço muito por toda a consideração que vocês têm em ler e participar por aqui!

Com carinho,

Katarine Jordão

P.S.: Para se inscrever na Academia é só clicar aqui (tem valor especial até para inscrições até 28/02/2020): Academia Educar com Sapiência 2020

Autodidatismo: por que ensinar a criança a estudar sozinha

O que você faria se visse uma criança chorando dizendo que não aguenta mais aquela lição porque a professora passou algo difícil demais?

Nunca esqueço aquele dia quando, na reunião de pais para entrega das notas no último bimestre do ano, uma mãe me disse: “Prô, é culpa minha que ele tenha tirado essa nota, porque esse bimestre não pude estudar com ele para as provas”. Eu disse: “Não é sua culpa. Eu passei o ano todo ensinando a eles como estudar e ele sabe fazer isso. A responsabilidade por essa nota é toda dele mesmo”.

Uma das maiores tristezas que já vivi na minha vida de professora, foi a de lidar com um mundo que espera que as crianças se saiam bem nos estudos sem que precisem se esforçar para isso. Professores, pais, direção, coordenadores, tia da cantina… Todos sofrem e se angustiam quando uma criança tira notas baixas – menos o aluno. São poucos os pais que ainda trazem em sua mente aquele princípio antigo “seu dever é estudar e tirar boas notas; faça isso”. Eu lembro que meus pais viviam nos dizendo que nosso trabalho era o estudo. “Vocês têm suas tarefas para ajudar na limpeza da casa, mas a responsabilidade de vocês na vida por enquanto é estudar e fazer isso bem feito.”

O problema é que desde que o mundo aderiu a essa educação sentimental, onde o importante é a criança ser feliz e “aprender brincando”, qualquer professor ou pai que exija esforço das crianças é visto como “exigente demais”. Se a criança chora dizendo que não está conseguindo e que não aguenta mais uma lição, o bom professor conversa e explica que tudo que é bom nessa vida exige trabalho e vai ser difícil, mas que ela deve continuar e ser persistente porque é assim que conseguimos superar os desafios. 

Agora… Uma questão eu preciso colocar aqui em defesa das crianças: reclama-se muito de que é preciso que a criança se saia bem nos estudos – e por “se sair bem nos estudos” entenda-se: tirar boas notas. Mas na verdade poucas pessoas – tanto pais quanto profissionais da educação – estão de fato preocupados em ensinar às crianças como podem estudar sozinhas. Os alunos, de forma geral, passam toda a vida escolar dependendo de alguém que lhes explique os assuntos e sente ao seu lado para que consigam fazer as lições. 

A esmagadora maioria dos estudantes que passaram mais de doze anos estudando, chegam aos bancos da faculdade ainda dependentes de professores para explicar até os textos mais simples. Professores universitários enfrentam o drama de tentar formar pesquisadores quando seus alunos mal sabem interpretar um texto ou escrever uma composição textual coerente. A verdade é que, se colocar na ponta do lápis os gastos com professores de reforço, cursinhos e outras estratégias emergenciais, economizaríamos muito dinheiro se investíssemos em ensinar, de fato, os alunos a estudar. 

A arte de ensinar vai muito além de saber dar uma boa aula. Embora isso seja fundamental, é preciso que quem ensina saiba, antes de tudo, tornar o aluno alguém independente ao longo dos anos – não no sentido moral, que tanto se apregoa hoje, mas no sentido intelectual e acadêmico mesmo. 

No Curso 2 da Academia deste ano abordaremos os fundamentos práticos para quem quer ensinar bem – tanto para saber como ser um bom professor, como para saber como ensinar o aluno a estudar sozinho e se tornar um autodidata. Veja abaixo a grade desse segundo curso e também as aulas bônus que você receberá!

Ao se inscrever no Acesso Premium da Academia você terá acesso a todos os nossos cursos de formação para pais, materiais do Programa Valores e Virtudes, Academia de Pais e Academia Kids. Uma vez inscrito você pode escolher de quais cursos ou atividades deseja participar, conforme a necessidade ou prioridade da sua família neste momento.

Clique aqui para saber mais: Academia Educar com Sapiência 2020

Clique aqui para saber mais: Academia Educar com Sapiência 2020