Pequena mensagem às famílias valentes

Hoje eu gostaria de escrever para vocês, famílias valentes que não desistem da missão de educar e ensinar seus filhos.

Nosso país vive dias de muita discussão e conflitos por conta das eleições. Eu não desprezo esse momento porque sei da sua importância, mas sinceramente eu acredito muito mais na mudança que acontecerá nos próximos anos quando os filhos e filhas das famílias valentes começarem a imprimir sua marca no nosso mundo.

Porque o resultado das eleições é importante, mas, como já disse há quatro anos, existem pequenas vitórias acontecendo todos os dias no seio de cada família. Poucos veem, poucos sabem, mas são essas pequenas vitórias que mudarão o nosso país.

Cada vez que, depois de intensa lida, seu filho finalmente se arrepende do que fez e pede perdão… Porque ali está crescendo alguém que saberá reconhecer seus erros com dignidade e humildade.

Cada vez que sua filhinha diz “não pode mexer, né, mamãe?”… Porque ali está crescendo alguém que saberá exercer o autocontrole e o respeito ao que não lhe pertence.

Cada vez que seu filho diz “eu vou tentar outra vez”… Porque ali está crescendo alguém que será forte e não desistirá diante das dificuldades.

Cada vez que sua filha toma a iniciativa de doar algo que é seu para quem precisa… Porque ali está crescendo alguém que não viverá pensando apenas em si mesmo, mas saberá se preocupar com as necessidades do seu próximo.

Cada vez que seu filho diz “Tá”, e sai para fazer o que você pediu na primeira vez que você fala… Porque ali está crescendo alguém que sabe obedecer à autoridade que Deus colocou em sua vida. Alguém que será abençoado por escolher obedecer e honrar seus pais. Alguém que Deus usará para abençoar os outros.

E só quem está todos os dias lutando para tornar essas virtudes uma marca do caráter das crianças sabe como é difícil! Quantas vezes é preciso repetir e repetir… Quantas vezes é preciso disciplinar… Quantas vezes é preciso abrir mão de tantas coisas para investir tempo em moldar os corações e ensinar o que é certo… Quantas vezes é preciso respirar fundo e começar tudo outra vez!

Como já disse, não menosprezo a importância desse momento político no nosso país. Mas sinceramente creio que o solo da nossa Pátria Amada não produzirá boas árvores se não plantarmos ali boas sementes. Para que os bons frutos nasçam um dia, precisamos cumprir hoje a nossa missão de escolher o que plantaremos, e cultivar, dia a dia, com paciência e perseverança, as nossas pequenas árvores… E lá na frente, quando alguém disser: que mudanças viveu esse país! Os homens e mulheres dirão: “Tudo isso devemos àqueles que trabalharam dia e noite para nos ensinar a amar a Deus, e assim amar a honra, a dignidade, o trabalho e a integridade… Tudo isso devemos às nossas famílias valentes que não desistiram de nos ensinar, nos educar e moldar nosso caráter e a nossa fé.”

Famílias valentes, prossigam em seu chamado à conquista das pequenas batalhas. Porque as grandes batalhas serão vencidas por aqueles a quem hoje vocês educam, os filhos deste solo da nossa mãe gentil, nossa Pátria Amada, o Brasil.

Com carinho,

Katarine Jordão (filha de pais valentes que investiram suas vidas para moldar nossa fé, nosso caráter e nosso coração).

11 de outubro de 2018

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De onde vêm as práticas de ensino que você aplica?

“Nenhuma criança que está aprendendo a escrever jamais deveria ouvir que a sua letra está mal-feita”. Você concorda com essa frase?

Separei aqui alguns trechinhos da primeira aula do Curso Ensinar a Estudar, onde conversamos sobre a importância de conhecer as teorias de onde procedem as práticas que nós utilizamos ao educar e ensinar as crianças.

Fiz essa seleção em homenagem à Vivian Marassi, que é a empolgação em pessoa e queria que eu fizesse um videoclipe com trechos de diversas aulas. Como não vou poder fazer isso agora, estou fazendo com a primeira aula, que eu regravei para a segunda turma do curso. =)

* No vídeo não aparece, mas alguns comentários são sobre o livro “Podres de Mimados: as consequências do sentimentalismo tóxico”, de Theodore Dalrymple

 

A alegria de fazer parte – II

E ontem o Professor João Possiano me enviou o texto que ele tinha dito que escreveria sobre o curso. Eu fico lendo e pensando como é maravilhoso fazer parte, ainda que de forma indireta, da educação que crianças lá do Ceará receberão por meio dos professores a quem ele ensina. Feliz de verdade! E muito grata pelas palavras!! =)

***

Por que fazer o curso Ensinar a Estudar da Katarine Jordão?

Já faz algum tempo que venho estudando a temática do ensino chamado tradicional, clássico, perene ou como queriam chamar. Nesse um ano fiquei responsável por coordenar a formação de professores de uma escola particular aqui no interior do Ceará, tendo como principal foco para a temática das virtudes, em especial na educação infantil e no ensino fundamental.
No entanto, meu maior desafio era o seguinte: a base teórica até aí tudo bem, mas como focar esse embasamento na sala, no cotidiano escolar? Eis que por um desses milagres “facebockeanos” encontro uma postagem de um site chamado https://educarcomsapiencia.com, foi amor à primeira vista. Estava tudo lá no blog, textos riquíssimos, muito bem escritos, com linguagem fácil, mas sem perder o foco do que propunha tratar.
Quando soube que haveria o curso Ensinar a Estudar e as primeiras postagens da Katarine sobre o curso eu não tirei da cabeça a possibilidade de fazê-lo.
E o que dizer do curso?
O trabalho de Katarine Jordão é, no melhor sentido da expressão, agostiniano! Explico: Santo Agostinho em tudo que escrevia não escondia sua pessoa. Cada reflexão filosófica era também uma reflexão consigo mesmo, era um testemunho. Nesse sentido, as primeiras aulas do curso Ensinar a Estudar de Katarine são testemunhos sem pudor de dizer como foi que ela chegou até ali e como sua experiência pessoal dialogou com a experiência de outros personagens.
Em cada aula Katarine não só mostrou o fundamento de onde partia, mas também a inovação da prática que eu até então não tinha.
Posso afirmar que o curso é um verdadeiro celeiro de ideias de como trabalhar algo que a escola moderna perdeu. Aliás, esse quesito prático voltado para uma visão de educação que eleva o educando a algo superior é quase impossível de se encontrar nos cursos de pedagogia hoje.
O curso Ensinar a Estudar tem sido um divisor de águas em minha atuação enquanto formador. A partir dele tenho conseguido aliar minhas pesquisas sobre educação, virtudes, estudos clássicos, literatura ao trabalho prático.
Como a Katarine já sabe, pois falei para ela em um e-mail, sou consumidor do trabalho dela.
Por que fazer o curso Ensinar a Estudar? Ora, porque é o que tem de melhor naquilo que ele se propõe ser, porque ele ensina aquilo que é, a saber:
Bom, Verdadeiro e Belo!

Educação, sabedoria e simplicidade

Certa vez, em uma reunião de professores no início do ano, a coordenadora pediu que nós escrevêssemos qual nosso maior alvo para aquele ano. E eu escrevi: “Trabalhar em paz”.

Depois eu achei engraçado porque pensei que isso deve ter parecido ideia de uma pessoa preguiçosa, que quer viver “numa boa” e sem ter trabalho, mas era exatamente o oposto disso! Sinceramente, ensinar e educar são coisas que dão muito trabalho e exigem muito empenho (como tudo na vida que valha a pena), mas sentir cansaço pelo esforço e dificuldade não é o mesmo que viver angustiado.

E a questão é que eu preciso de paz para ser uma boa professora. Por duas razões.

Primeiro porque eu preciso investir na minha própria formação – ou seja, preciso ler, pesquisar, estudar. E eu realmente não consigo fazer isso quando estou correndo atrás de atividades e mais atividades para fazer com as crianças – que, por sua vez, geram pilhas e pilhas de lições para corrigir, porque todo exercício que a criança faz precisa, pela lógica, ser avaliado – e todas as outras atividades de planejamento, reuniões, ensaios, recorta, cola, monta, faz e acontece, sem contar as demais áreas da vida que exigem nosso tempo e energia.

Sobre esse ponto, gostaria de dizer que sempre achei estranho como as pessoas costumam identificar um professor por suas habilidades manuais. “Ah, você é professora, então deve saber fazer cartaz!”. Não sei bem de onde vem esse pensamento de que ser professor é viver criando materiais, mas na verdade considero muito contraproducente que professores invistam tanto em atividades que os mantêm ocupados, e com isso não lhes sobre tempo nem ânimo para sequer abrir um livro e estudar (se eu, que amo estudar, quando estou sobrecarregada não tenho ânimo para isso, imagino aqueles para quem o estudo em si já é um desafio). Não que os trabalhos manuais e as aulas diferentes sejam um problema (eu mesma gosto de fazer isso), mas creio que não deveria ser esse tipo de atividade que mais ocupa o tempo de um professor, nem o que o caracteriza, porque os recursos e materiais são uma parte muito pequena do trabalho de ensinar. Meu pensamento sobre isso é que quem tem uma boa formação pode ensinar usando o que tem nas mãos. Assim, ao invés de viver preparando aulas, a pessoa vive preparando a si mesma para que toda situação seja uma oportunidade para uma boa aula, deixando depois que o aluno faça a sua parte ao escrever ou registrar, de alguma forma, o aprendizado.

Mas eu disse que tinha duas razões para querer trabalhar em paz. E a segunda delas é que quando uma pessoa está sobrecarregada de atividades, inevitavelmente ela se sente irritada e impaciente, como qualquer pessoa estressada. E o problema é que para ensinar bem é preciso ESTAR bem. Para explicar tranquilamente, para ouvir com atenção, para sentar do lado, para mostrar onde está o erro e como corrigir, para se relacionar de forma tranquila com aquele a quem eu pretendo ensinar… Para tudo isso é preciso estar com as emoções no lugar certo; é preciso estar em paz.  Mas quando você precisa lidar com uma demanda absurda de responsabilidades, de exigências vindas de todos os lados e de todas as expectativas que decidiu atender, como você vai conseguir ficar calma? Uma pessoa mais reservada pode até não surtar nem gritar, mas por dentro ela ficará fervendo e uma hora adoecerá.

“Pois é. Esse é um problema das escolas mesmo” – alguns dirão.

E eu direi o que sempre digo: esse é um problema da nossa vida atual. A escola é só um reflexo disso. Porque se você reparar bem, esse “ativismo” está presente em todo canto. Nas empresas, nas igrejas e até nas famílias. É essa sensação de que quanto mais fizer,  melhor. Como se o fato de estarmos sempre muito ocupados mostrasse que estamos sendo produtivos – o que na verdade é um engano.

Para ser produtivo é preciso ter foco. É preciso fazer uma coisa de cada vez. (Sim, mesmo as mulheres, que têm a fama de conseguir fazer muitas coisas ao mesmo tempo, e mesmo para as crianças e adolescentes que acham que são da “geração multitarefas”). E é preciso buscar formas mais simples de lidar com a vida. Como professora, creio que ao invés de estar sempre em buscando novidades, seria melhor voltarmos ao que, embora não seja novo, continua sendo a base.

Na educação existe hoje essa euforia por muitos recursos pedagógicos, muitos materiais, muitos brinquedos (também pedagógicos), muita informação e muito excesso. E onde há excesso é muito difícil que haja também a quietude e o silêncio necessários para o estudo, a concentração e a reflexão.

Em um texto indicado na página Clássica em Casa, ao qual volto sempre que me vejo tentada a correr atrás das últimas informações, o autor, padre Luiz Cláudio Camargorelembra as antigas verdades:

Lançar-se à procura de todos os objetos significa que não se vai alcançar nenhum deles. É-se arrastado pelo vento do momento. Em lugar das virtudes que dominam as paixões, têm-se os afetos desordenados, profundamente desordenados. Neste ponto, vê-se que o homem que supostamente se dedica ao saber pela curiosidade, encontra-se em busca de companhia. Vemos em muitos blogs um exemplo dessa necessidade de companhia, de contato, de falar, de se fazer ouvir, de que outro saiba o que se está pensando.

Creio que em meio a toda essa agitação em busca das novidades educativas, faz sentido  a constante preocupação das famílias que vivem diante de expectativas astronômicas sobre tudo o que deveriam ser e fazer por seus filhos. E ainda mais agora, com a presença constante das redes sociais. São milhares de informações, opiniões e ideias novas a cada minuto, gerando uma sensação de que estamos muito aquém de tudo o que precisaríamos e de que é preciso fazer mais e mais e mais.

E nos esquecemos que ensinar e educar deveria ser simples.

Quando falo sobre simplicidade não me refiro ao simplismo da mediocridade, mas àquela simplicidade da modéstia, de manter apenas o que é essencial, de se ater ao que importante, aquele “Não andeis ansiosos de coisa alguma…”, que nos leva a observar os as flores no campo e os passarinhos no céu…

Como já disse, certamente educar uma criança é algo trabalhoso e difícil. Mas para a maior parte de nós o problema nunca foi a dificuldade. Afinal a vida tem muitas situações difíceis e não estamos tentando evitar nada disso. O problema é quando a tarefa se torna muito complicada e estressante. Quando parece que não importa o que ou quanto eu faça, sempre estarei me sentindo em falta. Isso é que não é bom.

E foi por isso que eu decidi começar esse projeto novo. Para ajudar nisso: relembrar que a educação caminha junto com a sabedoria, e que a educação e sabedoria caminham junto com a simplicidade.

Educação, sabedoria e simplicidade.

A ideia é, também, simples: oferecer reflexões e sugestões em forma de áudios diários, curtos o bastante para serem ouvidos durante um café =).

O objetivo é tratar de questões envolvendo educação a fim de ajudar especialmente aos pais que gostariam de fazer mais pela educação dos filhos, mas não sabem por onde começar. E àqueles que têm feito muita coisa, mas gostariam de resgatar a simplicidade e investir mais tempo em seu próprio preparo para poder trabalhar a formação intelectual dos filhos e a educação do seu caráter.

Para mais informações é só clicar na imagem abaixo. E que Deus nos ajude a deixar de lado a ansiedade e amar a simplicidade e buscar a paz.Educação e Simplicidade (14)

Nota:

  1. Artigo “Vida intelectual versus vida de curiosidade”, disponível em http://permanencia.org.br/drupal/node/5197