De onde vêm as práticas de ensino que você aplica?

“Nenhuma criança que está aprendendo a escrever jamais deveria ouvir que a sua letra está mal-feita”. Você concorda com essa frase?

Separei aqui alguns trechinhos da primeira aula do Curso Ensinar a Estudar, onde conversamos sobre a importância de conhecer as teorias de onde procedem as práticas que nós utilizamos ao educar e ensinar as crianças.

Fiz essa seleção em homenagem à Vivian Marassi, que é a empolgação em pessoa e queria que eu fizesse um videoclipe com trechos de diversas aulas. Como não vou poder fazer isso agora, estou fazendo com a primeira aula, que eu regravei para a segunda turma do curso. =)

* No vídeo não aparece, mas alguns comentários são sobre o livro “Podres de Mimados: as consequências do sentimentalismo tóxico”, de Theodore Dalrymple

 

A alegria de fazer parte – II

E ontem o Professor João Possiano me enviou o texto que ele tinha dito que escreveria sobre o curso. Eu fico lendo e pensando como é maravilhoso fazer parte, ainda que de forma indireta, da educação que crianças lá do Ceará receberão por meio dos professores a quem ele ensina. Feliz de verdade! E muito grata pelas palavras!! =)

***

Por que fazer o curso Ensinar a Estudar da Katarine Jordão?

Já faz algum tempo que venho estudando a temática do ensino chamado tradicional, clássico, perene ou como queriam chamar. Nesse um ano fiquei responsável por coordenar a formação de professores de uma escola particular aqui no interior do Ceará, tendo como principal foco para a temática das virtudes, em especial na educação infantil e no ensino fundamental.
No entanto, meu maior desafio era o seguinte: a base teórica até aí tudo bem, mas como focar esse embasamento na sala, no cotidiano escolar? Eis que por um desses milagres “facebockeanos” encontro uma postagem de um site chamado https://educarcomsapiencia.com, foi amor à primeira vista. Estava tudo lá no blog, textos riquíssimos, muito bem escritos, com linguagem fácil, mas sem perder o foco do que propunha tratar.
Quando soube que haveria o curso Ensinar a Estudar e as primeiras postagens da Katarine sobre o curso eu não tirei da cabeça a possibilidade de fazê-lo.
E o que dizer do curso?
O trabalho de Katarine Jordão é, no melhor sentido da expressão, agostiniano! Explico: Santo Agostinho em tudo que escrevia não escondia sua pessoa. Cada reflexão filosófica era também uma reflexão consigo mesmo, era um testemunho. Nesse sentido, as primeiras aulas do curso Ensinar a Estudar de Katarine são testemunhos sem pudor de dizer como foi que ela chegou até ali e como sua experiência pessoal dialogou com a experiência de outros personagens.
Em cada aula Katarine não só mostrou o fundamento de onde partia, mas também a inovação da prática que eu até então não tinha.
Posso afirmar que o curso é um verdadeiro celeiro de ideias de como trabalhar algo que a escola moderna perdeu. Aliás, esse quesito prático voltado para uma visão de educação que eleva o educando a algo superior é quase impossível de se encontrar nos cursos de pedagogia hoje.
O curso Ensinar a Estudar tem sido um divisor de águas em minha atuação enquanto formador. A partir dele tenho conseguido aliar minhas pesquisas sobre educação, virtudes, estudos clássicos, literatura ao trabalho prático.
Como a Katarine já sabe, pois falei para ela em um e-mail, sou consumidor do trabalho dela.
Por que fazer o curso Ensinar a Estudar? Ora, porque é o que tem de melhor naquilo que ele se propõe ser, porque ele ensina aquilo que é, a saber:
Bom, Verdadeiro e Belo!

Educação, sabedoria e simplicidade

Certa vez, em uma reunião de professores no início do ano, a coordenadora pediu que nós escrevêssemos qual nosso maior alvo para aquele ano. E eu escrevi: “Trabalhar em paz”.

Depois eu achei engraçado porque pensei que isso deve ter parecido ideia de uma pessoa preguiçosa, que quer viver “numa boa” e sem ter trabalho, mas era exatamente o oposto disso! Sinceramente, ensinar e educar são coisas que dão muito trabalho e exigem muito empenho (como tudo na vida que valha a pena), mas sentir cansaço pelo esforço e dificuldade não é o mesmo que viver angustiado.

E a questão é que eu preciso de paz para ser uma boa professora. Por duas razões.

Primeiro porque eu preciso investir na minha própria formação – ou seja, preciso ler, pesquisar, estudar. E eu realmente não consigo fazer isso quando estou correndo atrás de atividades e mais atividades para fazer com as crianças – que, por sua vez, geram pilhas e pilhas de lições para corrigir, porque todo exercício que a criança faz precisa, pela lógica, ser avaliado – e todas as outras atividades de planejamento, reuniões, ensaios, recorta, cola, monta, faz e acontece, sem contar as demais áreas da vida que exigem nosso tempo e energia.

Sobre esse ponto, gostaria de dizer que sempre achei estranho como as pessoas costumam identificar um professor por suas habilidades manuais. “Ah, você é professora, então deve saber fazer cartaz!”. Não sei bem de onde vem esse pensamento de que ser professor é viver criando materiais, mas na verdade considero muito contraproducente que professores invistam tanto em atividades que os mantêm ocupados, e com isso não lhes sobre tempo nem ânimo para sequer abrir um livro e estudar (se eu, que amo estudar, quando estou sobrecarregada não tenho ânimo para isso, imagino aqueles para quem o estudo em si já é um desafio). Não que os trabalhos manuais e as aulas diferentes sejam um problema (eu mesma gosto de fazer isso), mas creio que não deveria ser esse tipo de atividade que mais ocupa o tempo de um professor, nem o que o caracteriza, porque os recursos e materiais são uma parte muito pequena do trabalho de ensinar. Meu pensamento sobre isso é que quem tem uma boa formação pode ensinar usando o que tem nas mãos. Assim, ao invés de viver preparando aulas, a pessoa vive preparando a si mesma para que toda situação seja uma oportunidade para uma boa aula, deixando depois que o aluno faça a sua parte ao escrever ou registrar, de alguma forma, o aprendizado.

Mas eu disse que tinha duas razões para querer trabalhar em paz. E a segunda delas é que quando uma pessoa está sobrecarregada de atividades, inevitavelmente ela se sente irritada e impaciente, como qualquer pessoa estressada. E o problema é que para ensinar bem é preciso ESTAR bem. Para explicar tranquilamente, para ouvir com atenção, para sentar do lado, para mostrar onde está o erro e como corrigir, para se relacionar de forma tranquila com aquele a quem eu pretendo ensinar… Para tudo isso é preciso estar com as emoções no lugar certo; é preciso estar em paz.  Mas quando você precisa lidar com uma demanda absurda de responsabilidades, de exigências vindas de todos os lados e de todas as expectativas que decidiu atender, como você vai conseguir ficar calma? Uma pessoa mais reservada pode até não surtar nem gritar, mas por dentro ela ficará fervendo e uma hora adoecerá.

“Pois é. Esse é um problema das escolas mesmo” – alguns dirão.

E eu direi o que sempre digo: esse é um problema da nossa vida atual. A escola é só um reflexo disso. Porque se você reparar bem, esse “ativismo” está presente em todo canto. Nas empresas, nas igrejas e até nas famílias. É essa sensação de que quanto mais fizer,  melhor. Como se o fato de estarmos sempre muito ocupados mostrasse que estamos sendo produtivos – o que na verdade é um engano.

Para ser produtivo é preciso ter foco. É preciso fazer uma coisa de cada vez. (Sim, mesmo as mulheres, que têm a fama de conseguir fazer muitas coisas ao mesmo tempo, e mesmo para as crianças e adolescentes que acham que são da “geração multitarefas”). E é preciso buscar formas mais simples de lidar com a vida. Como professora, creio que ao invés de estar sempre em buscando novidades, seria melhor voltarmos ao que, embora não seja novo, continua sendo a base.

Na educação existe hoje essa euforia por muitos recursos pedagógicos, muitos materiais, muitos brinquedos (também pedagógicos), muita informação e muito excesso. E onde há excesso é muito difícil que haja também a quietude e o silêncio necessários para o estudo, a concentração e a reflexão.

Em um texto indicado na página Clássica em Casa, ao qual volto sempre que me vejo tentada a correr atrás das últimas informações, o autor, padre Luiz Cláudio Camargorelembra as antigas verdades:

Lançar-se à procura de todos os objetos significa que não se vai alcançar nenhum deles. É-se arrastado pelo vento do momento. Em lugar das virtudes que dominam as paixões, têm-se os afetos desordenados, profundamente desordenados. Neste ponto, vê-se que o homem que supostamente se dedica ao saber pela curiosidade, encontra-se em busca de companhia. Vemos em muitos blogs um exemplo dessa necessidade de companhia, de contato, de falar, de se fazer ouvir, de que outro saiba o que se está pensando.

Creio que em meio a toda essa agitação em busca das novidades educativas, faz sentido  a constante preocupação das famílias que vivem diante de expectativas astronômicas sobre tudo o que deveriam ser e fazer por seus filhos. E ainda mais agora, com a presença constante das redes sociais. São milhares de informações, opiniões e ideias novas a cada minuto, gerando uma sensação de que estamos muito aquém de tudo o que precisaríamos e de que é preciso fazer mais e mais e mais.

E nos esquecemos que ensinar e educar deveria ser simples.

Quando falo sobre simplicidade não me refiro ao simplismo da mediocridade, mas àquela simplicidade da modéstia, de manter apenas o que é essencial, de se ater ao que importante, aquele “Não andeis ansiosos de coisa alguma…”, que nos leva a observar os as flores no campo e os passarinhos no céu…

Como já disse, certamente educar uma criança é algo trabalhoso e difícil. Mas para a maior parte de nós o problema nunca foi a dificuldade. Afinal a vida tem muitas situações difíceis e não estamos tentando evitar nada disso. O problema é quando a tarefa se torna muito complicada e estressante. Quando parece que não importa o que ou quanto eu faça, sempre estarei me sentindo em falta. Isso é que não é bom.

E foi por isso que eu decidi começar esse projeto novo. Para ajudar nisso: relembrar que a educação caminha junto com a sabedoria, e que a educação e sabedoria caminham junto com a simplicidade.

Educação, sabedoria e simplicidade.

A ideia é, também, simples: oferecer reflexões e sugestões em forma de áudios diários, curtos o bastante para serem ouvidos durante um café =).

O objetivo é tratar de questões envolvendo educação a fim de ajudar especialmente aos pais que gostariam de fazer mais pela educação dos filhos, mas não sabem por onde começar. E àqueles que têm feito muita coisa, mas gostariam de resgatar a simplicidade e investir mais tempo em seu próprio preparo para poder trabalhar a formação intelectual dos filhos e a educação do seu caráter.

Para mais informações é só clicar na imagem abaixo. E que Deus nos ajude a deixar de lado a ansiedade e amar a simplicidade e buscar a paz.Educação e Simplicidade (14)

Nota:

  1. Artigo “Vida intelectual versus vida de curiosidade”, disponível em http://permanencia.org.br/drupal/node/5197

Quanto tempo você tem?

Quer fazer mais pela educação dos seus filhos esse ano, mas tem pouco tempo?

Pensando nisso eu separei todos os projetos e sugestões do Educar com Sapiência para este ano, colocando conforme o tempo que você precisa para usufruir deles e colocar em prática!

Quanto tempo você tem por dia?

Está totalmente sem tempo, tem 10, 20 ou 30 minutos por dia? É só escolher seu relógio e clicar nele para ver as ideias e projetos dos quais você pode participar!! =)

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Retirando a tecnologia da rotina das crianças e adolescentes

Acho que é uma verdade universal que os pais estão cansados de se sentir julgados em absolutamente tudo o que fazem. O que acontece é que o mundo tem muita gente, e como cada pessoa tem uma opinião diferente sobre como as coisas deveriam ser, não importa o que você faça, sempre vai aparecer alguém para dizer que não está certo, que não é bom e etc. Na verdade isso não acontece só com os pais. Acontece com todas as pessoas, o tempo todo.
Mas existe uma outra verdade universal: às vezes algumas coisas que encaramos como chatice têm lá sua dose de razão. Se decidiu ler este texto, provavelmente é porque você está entre as pessoas que concorda que uma dessas questões é essa: realmente o excesso de tecnologia faz mal, muito mal para as crianças e adolescentes. E é preciso fazer alguma coisa além de dizer “essas crianças de hoje não largam o celular”.
Pois bem. Separei este texto em 2 partes, com os tópicos abaixo:
I – Os problemas da tecnologia na rotina das crianças e adolescentes
1. O problema do conteúdo – mensagem recebida
2.  As questões de saúde
3. Os problemas de aprendizagem
 
II – Retirando a tecnologia da rotina das crianças e adolescentes
1. Enfrentando as dificuldades
2. O que fazer então?
3. O que retirar
4. O que colocar no lugar
Por favor, percebam que quando digo “retirar a tecnologia”, me refiro aos excessos dela. Embora acredite firmemente que para o desenvolvimento sadio da criança, quanto menos, melhor, e na maior parte dos casos o ideal seria perto de zero.
Se tiver observações ou ideias para sugerir, pode comentar que eu acrescento aqui. E se você já conhece bem todos os problemas e está apenas à procura de ideias para lidar com isso, pode pular para o tópico II – Retirando a tecnologia da rotina das crianças e adolescentes.
Inscrições Abertas!! (9)
Então vamos à primeira parte:

I – Os problemas da tecnologia na rotina das crianças e adolescentes

De forma geral, neste texto uso a palavra “tecnologia” para me referir ao uso de celulares, televisão e internet. E, dentre todos, quero me deter aqui em três problemas: primeiro o mais conhecido, o problema de conteúdo. O segundo, considerado um problema de saúde e que tem sido alertado pelos pediatras, refere-se às doenças que podem ser causadas pela super estimulação. O terceiro, consequência dos dois primeiros, é o problema cognitivo, ou seja, as dificuldades de aprendizagem decorrentes disso.

1. O problema do conteúdo

Na semana passada eu conversava com uma família de amigos explicando que deixar as crianças assistindo desenhos no Youtube é um grande perigo hoje porque existe um elsagategrupo de pessoas muito má intencionadas que usam as personagens dos desenhos para criar montagens grotescas, ofensivas e totalmente inapropriadas para as crianças. Eles usam imagens da personagem Elsa, do Homem Aranha e outras figuras que as crianças já conhecem, e os vídeos entram de forma automática assim que termina aquele que a criança estava assistindo. Existe um movimento atualmente chamado Elsagate, que tenta alertar para os vídeos que contém esse tipo de conteúdo. Se você nunca ouviu falar sobre isso, leia essa reportagem para saber do que se trata (coloquei a ilustração menos ofensiva que encontrei).
Esse, sabemos, é só um dos casos. Existem desenhos aparentemente inofensivos que estão transmitindo comportamentos muito ruins para o desenvolvimento da criança. Sim, comportamentos e não ideias. Porque a criança não absorve as ideias. Ela imita os comportamentos, seja daqueles que estão à sua volta, seja dos desenhos que ela assiste, especialmente quando há uma personagem que se torna favorita (como o famoso caso da Peppa Pig).
No caso dos pré-adolescentes e adolescentes, o uso de celular pessoal com acesso à internet tem sido a causa de GRANDES problemas porque eles não apenas assistem, como interagem. São situações que vão desde filmar, fotografar e enviar imagens impróprias de si mesmos ou de colegas, até o acesso à pornografia, passando por todos os problemas criados nos grupos de conversa que acabam envolvendo os pais. E nada disso se refere a crianças más, e sim crianças e adolescentes normais que inclusive ouvem as instruções dos pais e professores sobre tudo isso, mas fazem tais coisas porque ainda não têm maturidade nem discernimento para ser deixados por conta própria.
Não creio ser necessário focar muito nesta questão, porque já é um aspecto bastante conhecido.

2. As questões de saúde 

Mas, mesmo que você escolha com cuidado o que a criança pode assistir, selecionando catherineanimações com bom conteúdo, existe um outro problema. Ainda hoje eu lia, por indicação do meu amigo William, uma entrevista com a escritora Catherine L’Ecuyer sobre educação. É muito interessante o que ela fala sobre educar pelo assombro e embora não concorde com tudo o que ela diz na entrevista, achei muito importante o que ela afirma sobre a exposição das crianças às telas:
É preciso saber que, hoje, as principais associações pediátricas do mundo insistem em que as crianças com menos de dois anos não devem ser expostas a tela nenhuma e que aquelas entre dois e cinco não devem ser expostas por mais de uma hora ao dia. Não se trata de uma questão educativa, mas de uma questão de saúde pública, que diz respeito à saúde neurológica de nossos filhos, dado que a exposição às telas nessa faixa etária está associada, segundo estudos, à falta de atenção, à impulsividade, ao déficit de aprendizagem, à diminuição do vocabulário etc.

Veja que ela ressalta que não se trata simplesmente de uma questão educativa (em que você pode ter uma opinião diferente quanto aos valores que serão transmitidos aos seus filhos). É um problema médico.

Você já deve ter lido ou ouvido que todos os aparelhos devem ser desligados uma hora antes de dormir para garantir que a você durma bem. Isso acontece porque a tela, ov6dtYKtanto dos celulares e tablets, como da televisão e computadores, produz o efeito conhecido como luz azul, que provoca distúrbios na forma como o cérebro produz as substâncias que induzem ao sono, o que pode provocar diversos outros problemas de saúde. Este artigo explica bem direitinho como isso acontece.

Mas além dos problemas com relação ao sono, existe o problema causado pelo excesso e velocidade das imagens nas telas. Todos sabem que para prender a atenção da pessoa que assiste, os desenhos, filmes e jogos, de forma geral, são apresentados em cores e luzes que se alternam rapidamente para criar a sensação de movimento.

Tudo isso parece bem inofensivo, mas você deve se lembrar daquele episódio ocorrido em 1997, no Japão, que provocou a ocorrência de quase 700 casos de crise convulsiva em crianças que assistiam a um desenho animado que usou uma técnica de luzes brilhantes repetidas em uma altíssima velocidade.

Embora os estudos realizados a partir daquele acontecimento tenham concluído que o problema não afetaria todas as pessoas, mas apenas aquelas que já possuem a chamada fotossensibilidade, algumas providências foram tomadas para padronizar a quantidade máxima de flashs luminosos (quantidade de vezes que a luz pisca) por segundo para evitar que novos problemas acontecessem. E mesmo sendo um problema considerado resolvido, aquele evento serve bem para demonstrar que existem consequências reais quanto aos estímulos provocados pelas luzes, cores e velocidade das imagens, e que estas questões não podem ser encaradas apenas como “exagero”.

Você já observou, por exemplo, o comportamento de crianças e adolescentes (e dos mais crescidos também), quando terminam de assistir ao um filme de ação ou muito agitado? Ver alguém sair correndo, subindo no sofá, dando chutes e golpes do ar e gritando como no filme ou desenho é uma cena comum e geralmente considerada engraçada. Mas perceba que não se trata apenas de uma mera empolgação. Esse comportamento demonstra uma necessidade de externalizar toda a tensão e agitação provocada pelo filme ou pela música, em um efeito que geralmente passa depois de alguns minutos (ou horas, dependendo do perfil da pessoa).

Consideremos que, em menor grau, isso é o que acontece com cada exposição a desenhos e filmes com uma menor quantidade de cores, luzes e velocidade das cenas, além das informações que foram recebidas ali e precisam ser “processadas” pelo cérebro.

Podemos dizer que tudo aquilo que induz o corpo ou a mente a uma determinada ação pode ser chamado de estímulo.

Imagine então a seguinte situação: uma criança assiste televisão por uma hora. Durante este período ela recebe uma quantidade de estímulos visuais, além de todos aqueles que ela já recebe na vida normal (as conversas, as cenas do dia a dia, etc). No restante do tempo, ela vai brincar, correr, inventar brinquedos cortando papel e etc. O que aconteceu? Suas ações físicas e mentais (o trabalho de criar, inventar, imaginar), ela “gastou” a energia acumulada pelos estímulos.

Agora imagine uma criança que passa uma hora assistindo televisão ou jogando no tablet ou celular, e que não passa nenhum tempo brincando ou “gastando” a energia acumulada pelos estímulos.

E imagine uma criança que não passa apenas uma hora por dia, mas cerca de 5 horas e meia por dia diante de uma televisão ou computador. (Segundo uma pesquisa do Ibope Media realizada em 2015, essa era, na época, a quantidade de tempo que as crianças entre 4 a 17 anos passavam, em média, diante da televisão).

excesso de estímuloEste não é um estudo científico; é apenas um exercício de raciocínio. Mas, seguindo essa lógica, deveria mesmo causar admiração o fato de que as crianças e adolescentes de hoje apresentam comportamentos extremamente agitados, seja em casa, seja em sala de aula, como se estivessem a ponto de explodir a qualquer momento?

 

(Observação: Para evitar confusão, quero esclarecer que entendo que existam algumas – poucas – crianças que de fato apresentem problema de hiperatividade no sentido médico, e que existem crianças que são agitadas em nível normal, porque são crianças, pura e simplesmente. Entre esses dois extremos estão milhares de crianças cuja agitação se deve à falta de educação – no sentido de não haver recebido o ensino de como controlar a si mesmas, como se portar em cada ambiente, etc; e outras milhares cuja agitação se dá em consequência de sua dificuldade em lidar com o que não consegue ou não compreende, sejam questões emocionais, problemas orgânicos como doenças, ou excesso de estímulos. É a este último caso que me refiro aqui, acrescentando que todos os outros casos podem ser piorados em função do excesso de estímulos provocados pelo uso excessivo da tecnologia).

3. Os problemas de aprendizagem

Vamos, então, à parte que mais apresenta as consequências de tudo isso: os problemas para aprender.

Vejam, a pedagogia moderna, que mistura várias teorias educacionais em uma grande salada, geralmente defende que tudo deve estar centralizado na criança. Incrivelmente, porém, essa mesma pedagogia parece produzir metodologias que mais prejudicam o desenvolvimento da criança do que ajudam.

Um exemplo? As escolas de educação infantil que acham bonito colocar em seus anúncios que as crianças usam tablets em sala de aula desde os três anos. Outro exemplo? Os adultos que acham bonito a criança de quatro anos já saber mexer no computador e celular sozinha, entrar nos sites que quer e etc.

Por que achamos isso bonito? Porque fomos levados a acreditar que a tecnologia é o suprassumo da inteligência, e que quanto antes a criança dominar essas ferramentas, tanto antes ela se tornará o próximo Zuckerberg. E esquecemos completamente que Mark Zuckerberg cresceu aos pés da educação clássica, estudando Latim, Grego Antigo, Hebraico, praticando esgrima e memorizando poemas épicos como a Ilíada. Interessante, não?

Talvez por essa mesma razão Bill Gates, um dos grandes mitos dessa geração tecnológica, tenha dito a famosa frase:

“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história.”

Talvez também seja por isso que pessoas com intenso envolvimento na criação da tecnologia, como Steve Jobs, tenham sido tão rígidos com o quanto seus próprios filhos eram autorizados a utilizar este tipo de ferramenta. Assim como Chris Anderson,  que afirmou que ele e sua esposa eram acusados pelos próprios filhos de serem radicais demais com relação à tecnologia. “Isso é porque temos visto os perigos da tecnologia em primeira mão. Eu já vi isso em mim, não quero ver acontecendo com meus filhos”, ele explica.

Limitando o problema à questão educacional, vou dar uma explicação bem simples e direta:

Os computadores e televisão têm como foco principal o entretenimento (retiro daqui a questão do uso profissional ou estudos porque as crianças e adolescentes raramente usam para isso, comparando com o tempo utilizado para entretenimento).

Ao longo do tempo, os desenvolvedores perceberam que o que mais entretém as pessoas é aquilo que as distrai, ou seja, aquilo que diverte sem exige qualquer esforço de sua parte. É por isso que os filmes, desenhos e redes sociais são viciantes. Porque tudo ali está pronto para consumo. O pouco que precisamos fazer (como as interações nas redes sociais), exigem pouco ou nenhum esforço, geralmente com recompensa imediata, isto é, não é necessário esperar para receber a recompensa.

Qual o problema? O problema é que a distração é necessária para o descanso, mas em grande quantidade ela literalmente vicia. Se construir um brinquedo produz a sensação de prazer quando, após todo o trabalho, finalmente a criança pode usufruir dele e mostrar para as pessoas, com os aparelhos eletrônicos ela usufrui dessa sensação boa o tempo todo, sem precisar trabalhar para isso.

escrita

A consequência: tudo o que, nos demais âmbitos da vida, exigir algum esforço, será pesado demais. Porque eu preciso ler um livro, se posso conseguir essa história em forma de filme? É triste, mas é fato: quanto menos esforço e mais diversão, tanto melhor.

O nome daquilo que alguns chamam de “burrice”, síndrome de não-sei-o-que, nada mais é do que preguiça mental. Pensar dá trabalho, então vamos evitar a fadiga.

E se isso acomete os adultos (eu insisto nos textos grandes porque gosto de explicar bem, mas eu sei que pouquíssimas pessoas conseguem ler um texto deste tamanho), tanto mais as crianças. Porque nós, bem ou mal, tivemos uma formação mais sólida – a minha geração foi começar a lidar com computador só lá pelos 10 anos de idade e a internet ainda exigia a paciência de aguardar a discagem quando eu estava em torno dos 20 anos. Mas essas crianças estão crescendo, desde bebês, neste meio digital. E são chamadas, com certo tom de orgulho, de “nativos digitais”. E eu não sei o que será delas quando crescerem… Porque na escola nós já sentimos os efeitos de tudo isso de forma gigantesca!

É por isso que eu insisto e sempre insistirei: o problema da educação é um problema prioritariamente moral. Falta de estrutura, falta disso ou falta daquilo, nunca foram problema para quem realmente queria aprender. Mas quando falta determinação e perseverança em trabalhar para conseguir alcançar a satisfação necessária, falta tudo. Você pode ter todo o recurso do mundo que não conseguirá fazer com que a criança aprenda. É por isso que trabalhamos tanto com a virtude do trabalho no programa Valores e Virtudes. Para fortalecer no coração das crianças a convicção de que tudo o que tem valor é conquistado por meio do esforço.

Vejam: não estou dizendo que não existem problemas reais que interferem no desempenho intelectual de uma criança. Mas com o passar do tempo comecei a perceber que a quantidade de crianças com problema real era muitíssimo pequena comparada à quantidade de crianças com dificuldades para aprender. E também percebi que crianças com algum problema grave conseguiam superar em grande parte suas dificuldades por meio do esforço. Foi neste ponto que comecei a estudar sobre educação do caráter e a formular o curso Ensinar a Estudar, que começa exatamente trabalhando as áreas do caráter que dificultam o aprendizado da criança.

A televisão, o Youtube, as redes sociais e os joguinhos são só uma parte do problema, mas eles são, de fato, um grande problema.

Eu nem mencionei aqui outros fatores que os pediatras levantam, como o problema de formação de vínculo afetivo, a compreensão da realidade, o acesso à pornografia, violência e outros conteúdos nocivos.

II. Retirando a tecnologia da rotina das crianças e adolescentes

Então vamos ao que interessa. Precisamos mudar isso.

  1.  Lidando com as dificuldades

É verdade, é muito difícil tirar a televisão, o celular e o computador. E, sim, as outras pessoas não colaboram. E, sim, se você decidir se desfazer da televisão e proibir seus filhos de usar celular, haverá uma multidão de gente dizendo que você é muito chato ou muito radical.

Mas vou compartilhar aqui o meu critério pessoal com relação a isso: sempre vai ter alguém para reclamar das suas decisões. Mas quantas dessas pessoas estarão lá quando você precisar lidar com as consequências do que você fez ou deixou de fazer?

E, se você se sente mal por “privar” seus filhos dessa doce tentação que são os aparelhos eletrônicos, tenho outra sugestão: você vai se sentir mal por privar seu filho, mas também vai se sentir mal por estar deixando que ele faça algo que não é bom para ele. Porque nossa cultura tem essa coisa estranha de nos fazer sempre sentir culpa por alguma coisa. Minha lógica é: se de qualquer forma eu vou me sentir mal, não é melhor me sentir mal fazendo a coisa certa? Pelo menos só me sinto mal agora, mas lá na frente, ao colher os frutos, eu ficarei feliz.

2. O que fazer então?

Bom, o que eu quero sugerir aqui é algo bem prático: que tal colocar em prática um “plano de guerra” para lidar de uma vez por todas com tudo isso?

Minha sugestão: que os pais se sentem para tomar algumas decisões e depois marquem uma reunião de família com os filhos.

Agora vem a grande questão. Nosso maior problema é que deixamos as crianças usando não tem wifiaparelhos eletrônicos não tanto por achar que é bom, mas porque isso nos dá sossego. E digo “nos dá sossego” porque sei que também os professores usam esse recurso tão tentador de colocar alguma coisa para as crianças assistir, “para fins pedagógicos”, e com isso ter alguns minutos ou uma hora e meia de paz. (Só para deixar claro, existem sim bons filmes que podem ser usados para momentos específicos de ensino; me refiro a usar os desenhos e filmes para poder fazer as nossas coisas um pouco, mesmo que “nossas coisas” seja navegar nas redes sociais por uns momentos). É por isso que plaquinhas como essa ao lado nos fazem dar risada, mas ao mesmo tempo nos deixam pensando, e ao mesmo tempo nos deixam com raiva, porque nós queremos mesmo poder usar a internet em todo lugar.

Então antes de tudo:

  1. É preciso assumir uma luta contra a nossa própria vontade de usar esse recurso como forma de escapar do cansaço.
  2. Lembre-se que o processo de desintoxicação pode dar muito trabalho, dependendo do quão viciadas as crianças e adolescentes estejam (estou usando o termo “viciado” porque isso é realmente um vício). Então se prepare para uma verdadeira batalha.
  3. Alguns podem querer fazer diminuições gradativas, mas eu acho que para situações como essas, as decisões mais drásticas  produzem resultados mais duráveis – melhor arrancar o BandAid de uma vez. Digo isso porque se trata de algo que é uma grande tentação, tanto para os filhos quanto para os pais (e a nossa tendência é sempre dar algumas esticadinhas nos critérios e quando menos se vê, tudo já voltou a ser rotina outra vez).
  4. Toda mudança exige retirar algo e colocar outra coisa no lugar (se você só tira, sem colocar outras atividades no lugar, a choradeira, que já vai der grande de todo jeito, se tornará insuportável e vocês acabarão voltando atrás nas decisões).
  5. Encontre forças na autoridade que você recebeu. Aqui quero ressaltar um ponto: ouvi uma frase do professor Andrew Pudewa quando decidiu instituir a leitura em família, que achei muito boa para estes momentos. Uma das vantagens que você tem em ser pai/ mãe, é que você tem autoridade instituída sobre seus filhos. Ou seja: você NÃO PRECISA ficar justificando todas as suas decisões ou argumentando com eles. Quer dizer, em alguns momentos pode ser muito produtivo explicar as razões que levam vocês, como pais, a decidir isso ou aquilo. Mas não se faz isso para negociar as decisões. Se faz apenas para ajudar a entender. No final, sua decisão é sua decisão e pronto. E por mais que os filhos reclamem e chorem, garanto uma coisa: no fundo eles sempre admiram os pais que têm posturas firmes e não se rendem às lágrimas e muito menos às rebeldias. Saber que você é quem decide e que você se mantém firme em suas decisões, traz para os filhos a sensação de que tudo está sob controle e ele pode se sentir seguro.
  6. Torne isso um compromisso da família. Um desafio para que todos consigam juntos e que depende da participação e ajuda de cada um. Muitas vezes nós achamos que as crianças (e especialmente os adolescentes) não querem saber de nada disso, mas é espantoso quanto eles se dispõe quando percebem que estão envolvidos em um projeto importante e que não se trata apenas de abrir mão de algo divertido, mas de juntos conquistarem algo muito melhor para toda a família.
  7. A regra dos três: Essa sugestão foi dada pela Ana Beatriz Rinaldi nos comentários, e estou acrescentando aqui porque é realmente muito boa: para facilitar a forma como os limites serão estabelecidos, os pais podem definir juntos três questões: Quando? O quê? Quanto tempo? Isso evitaria que fosse necessário sempre mudar as regras e limites, e deixaria tudo bem claro, inclusive para os pais.

E se você acha que tudo isso é impossível, sugiro acompanhar mais de perto as centenas de famílias que têm entrado nessa batalha. É muito inspirador!!

3. O que retirar?

Eu gosto das recomendações dos pediatras, como essas da Sociedade Brasileira de Pediatria, até porque quando os médicos falam não fica parecendo que é implicância:

  • Até 2 anos – Zero aparelhos eletrônicos e televisão. Nada de sentar a criança na frente da televisão, nem do computador, nem do celular. Dar tchau para os amigos ou familiares nos vídeos e esses pequenos momentos são interações mais do que suficientes.
  • 2 a 5 anos – No máximo uma hora por dia, incluindo televisão e internet, e apenas de conteúdos já pré-selecionados pelos pais (eu colocaria essa recomendação até lá pelos 15 anos, mas todo mundo vai achar exagero).
  • Televisão e computador de uso comum da família – Crianças até 10 anos não devem ter televisão ou computador em seus quartos. (Eu esticaria essa recomendação também até para os adolescentes – e principalmente para eles, inclusive).
  • Crianças menores de 13 anos não devem ter perfis nas redes sociais, especialmente Facebook. (Essa recomendação é minha, mas é por uma questão lógica. Meus alunos nunca gostaram porque eles me adicionavam no Facebook e eu não aceitava a solicitação. Meu argumento com eles sempre foi: idade mínima lá é 13 anos, para se cadastrar eles precisaram mentir sobre a idade e além de achar isso errado, convivendo diariamente com eles, eu sabia que eles não tinham discernimento para fazer uso dessa rede, a menos que os pais estivessem sempre junto, o que tornaria a rede social totalmente desnecessária. Aliás, gente, se até o pessoal do Facebook, que não é lá esses exemplos de boas intenções, coloca como limite a idade de 13 anos, como é que os pais, que são as pessoas que mais desejam o bem de seus filhos, permitiriam que eles fizessem isso?)
  • Considere repensar se seus filhos realmente precisam, neste momento, de um celular. Caso seja muito necessário para sua comunicação com eles, considere deixá-lo com um celular que sirva apenas para ligações, quando necessário, evitando os smartphones com acesso à internet.

4. O que colocar no lugar?

  • Brincadeiras. Perceba que eu disse “brincadeiras”, não “brinquedos”. Isso porque brincandoos brinquedos que já são comprados prontos, na verdade oferecem muito pouco atrativo para as crianças. As brincadeiras, no entanto, produzem momentos de muita diversão. Dependendo da situação você pode tentar criar brincadeiras em que eles se divirtam por conta própria. Em alguns casos as crianças estão tão acostumadas a não criar que não sabem como brincar. Nesses casos é preciso investir um pouco mais de tempo e energia. É possível criar um caça ao tesouro com pistas que levam de um lugar para o outro, guerra com bexigas de água, competição para ver quem joga mais bolas de jornal ou papel no campo do outro, pular corda (é impressionante como eles amam pular corda!), bola ao cesto e enfim… Quando se trata de brincadeira, as crianças e os adolescentes costumam não ser muito exigentes quanto aos recursos. Tudo o que eles querem é: “Brinca com a gente?”
  • Jogos e atividades. Como nem sempre a gente tem como brincar com eles, uma resta umideia é montar um tipo de calendário, com um período de brincadeiras por dia ou por semana. Nos demais momentos, alguns jogos e atividades podem ser bastante úteis para entreter, divertir e até ajudar no desenvolvimento de habilidades. Jogos como Resta Um, Quebra-Cabeça e outros tipos de desafios lógicos costumam entreter bastante e possuem diferentes níveis para cada idade. Atividades de arte, como escultura em argila e pintura fazem muito, muito sucesso. Também fazem sujeira, mas é possível ensinar a limpar tudo depois. Dependendo da idade eles conseguem muito bem fazer isso. Esses dias vi uma ideia legal de uma mãe que colocou os filhos para lidar com tinta dentro do banheiro (para o bebê, que ainda não podia ficar sozinho com tinta guache, ela pendurou uma folha com durex no azulejo para que ele fizesse pintura com água e pincel, imitando o irmão que estava pintando com tinta, mas dentro do box. Porque o banheiro é mais fácil lavar.
  • Leitura, leitura, leitura!!!! A leitura de histórias nutre a imaginação, diverte, faz leitura em famíliapensar, inicia conversas sobre assuntos importantes, e mais um bocado de coisas boas. “Mas meu filho não sabe/ não gosta de ler”. Minha sugestão, claro: leitura em voz alta!!! Leia com eles, junte a família inteira. Crie uma rotina que envolva pelo menos dez minutos de leitura por dia. Leia livros interessantes, que criem expectativa pela continuação da história no dia seguinte, experimente começar e você vai ver como serão bons esses momentos!

No final das contas, retirar os aparelhos eletrônicos e televisão dá muito trabalho, não porque as crianças e adolescentes não saibam se divertir em outras coisas, mas porque isso requer muito, muito esforço da nossa parte. Mas vale muito, muito a pena todo o trabalho!!

E você não precisa enfrentar tudo isso sem ajuda. Existem muitos recursos na internet e este blog, inclusive, é quase todo voltado para esta finalidade: oferecer recursos para quem deseja enfrentar essa batalha cultural em que estamos. Aquelas pessoas que decidiram fincar o pé para proteger sua família, treinando seus filhos a desenvolver mentes e corações bem preparados para lutar lá fora contra o que vier, enfrentando a maldade e sendo luz no mundo.

E se você quer investir mais na leitura em voz alta, veja as ideias e recursos que estamos criando para ajudar e inspirar vocês nessa jornada.

Espero que vocês encontrem muita coragem e ânimo para tornar essa mudança uma realidade na vida da sua família! =)

Katarine Jordão