Sobre o desafio de manter o “Não”

“Prô, posso trocar de lugar com o Fulano?”
“Não. Pode voltar para o seu lugar.”
Cinco minutos depois:
“Prô, posso trocar de lugar com o Fulano?”
“O que te faz pensar que a minha resposta agora vai ser diferente da resposta que eu já te dei para essa mesmíssima pergunta cinco minutos atrás? Volte para o seu lugar, por favor.”
Trinta minutos depois, como se nunca tivesse dito isso antes:
“Prô, posso trocar de lugar com o Fulano?”
“Posso saber por que razão você faz uma pergunta se já sabe a resposta?”
“Porque é assim que a gente consegue as coisas nessa vida, né, prô? A gente vai insistindo, insistindo e uma hora consegue”.

– Pois é… As crianças sabem persistir quando lhes convém. Educar crianças é, em grande parte, ser capaz de manter o “não”, mesmo quando elas insistem de todas as formas possíveis (do jeitinho doce e manhoso à birra, choro e bater de pé).

Precisamos ensiná-las a usar essa  perseverança em outras áreas da vida – aquelas que exigem esforço incansável até que o alvo seja alcançado, para que seu caráter seja forjado à base da convicção de que toda grande conquista é precedida por trabalho árduo e dedicação. Os caminhos curtos são mais fáceis, mas não formam pessoas fortes.

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